This session is over.
Pra variar minha vida sentimental está uma bagunça tremenda porque como bem diz aquela máxima sobre a estupidez, quis fazer a mesma coisa esperando um resultado diferente e me ferrei já que seres humanos, principalmente os portadores de pênis, NUNCA mudam, etc. Enfim.
Meu emputecimento, no entanto, vem menos do ocorrido com o boy e mais com as outras pessoas da minha so called life porque enche muito ser um via de mão única nas relações.
Explicando: Servir de terapia grátis pros outros é uma droga.
Explicando melhor: Todo mundo deveria ter amigos maravilhosos que nos escutam E fazer terapia pras coisas mais profundas que esses amigos maravilhosos não querem/podem/conseguem falar na nossa cara.
Detalhando melhor ainda: Eu tenho uma PUTA amiga chamada Adriana (acho legal dar nome) que desde que meu mundo é mundo, me escuta, não me julga e ainda fala as verdades na minha cara. E eu tento retribuir fazendo o mesmo porque não dá pra ter amigo que só pergunta como foi seu dia pra falar do dele. Desse tipo de gente já basta o povo que nos cerca e tá cagando e andando pra gente, né mesmo?
E eu também tenho um PUTA terapeuta chamado dotô João a quem devo minha vida e nem falo de forma metafórica pois já acordei dias demais com o único e exclusivo pensamento de acabar com essa porra toda e bom, vocês entenderam meu ponto.
Corta pra esse mês.
Até então, mesmo com o boy errado, estava feliz e pimpona e sendo toda ouvidos pras pessoas ao meu redor. Um deles, meu melhor amigo (que é protagonista de MUITAS sessões da minha terapia pois temos uma dinâmica na qual eu sempre me sinto usada) passando por fases down, apaixonado pela pessoa errada e eu sendo amiga, escutando, etc. Outra é uma moça da firma com quem eu realmente cogitei estreitar relações e tava curtindo muito andar com e que também terminou um namoro (o primeiro) de quatro anos e despirocou na batata. E eu lá, atrasando meu serviço horrores, recebendo olhares dos chefes pela mesma razão, mas escutando e aconselhando, sendo a m i g a. Sendo t e r a p i a g r á t i s.
Corta pra ontem.
Boy errado se mostrou errado, de novo, e eu mal pra caramba (comigo, com ele, com o universo) querendo que todo esse tempo gasto com os problemas alheios fosse recíproco e, bom, nem preciso dizer que o caro amigo leu meu problema às 18h e até agora não respondeu (e o conhecendo até posso imaginá-lo lendo minha mensagem, rolando os olhos e pensando "de novo isso?" e ignorando a parte em que ele me consola mesmo sabendo que isso aconteceria) e a tal moça da firma, que se por todo esse mês praticamente colou a bunda na cadeira da minha sala, agora de volta com o ex, fez a mesma coisa que fazia antes de ter problemas, terminando sua aula e voando pro carro do boy mas sem antes dar uma resposta padrão de "sábado conversamos".
Fui na terapia hoje, levei uns safanões morais sobre o meu erro mas nosso foco acabou sendo como ainda me decepciono com os meus tais amiguinhos, tal qual no primário quando me preteriam na queimada. Trinta anos na cara mas ainda dói porque você ouve, aconselha, doa seu tempo sendo sugada pelos problemas alheios e recebe um nada em troca.
Então é isso. E como cansei de ser terapeuta dos outros e nem tenho formação pra isso, não preciso ter ética e me permito o direito de jogar cocozinho no ventilador gritando aqui um FODA-SE, querido amigo, você e sua depressão de pobre menino rico e seu chefe que não quer te comer e só tá tirando uma com a tua cara. E FODA-SE, querida colega, você e sua imaturidade. Da próxima vez não tente se matar com Dramin porque isso é tão ridículo quanto a sua obsessão pelos filmes ruins do Lars Von Trier. Se jogue da janela e nos poupe do seu draminha 5ª serie de quem quer se cortar com faca de rocambole Pullman porque foi rejeitada.

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