Saturday, January 18, 2014


Considerações sobre ozoscar (sem ódio no coração)

Ou a Academia tá tomando muita vergonha na cara ou eu tô ficando cada dia mais madura (já que já fui comparada a um corinthiano em fúria discutindo cinema e saporraê e me senti ofendida...) ou as duas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo porque fazem dois anos que EU NÃO ODEIO OS OSCARS. 

Tá, detestei 12 anos de escravidão (birra desse diretor que tira a alma de todo filme que faz) e me senti até mal em fazê-lo já que o tema é maravilhoso e a história tinha tudo pra dar certo. Nunca achei que diria isso, mas senti falta de uma certa sacarose e nas mãos do Spielberg, teria dado um ótimo filme e Oscar bait real (que convenhamos, não era a intenção de quem botou um filme com essa temática no circuito?). Ainda assim, a mocinha linda e talentosa Lupita Nyong'o é a melhor coisas do filme (e por que ainda não assinaram pra ela ser a Storm nesses novos X-men???) e merece muito se ganhar.

Tá, ainda não vi Dallas Buyers Club mas só pelos trailers e pelo fato do diretor Jean Marc Vallée ter feito um dos filmes da minha vida (c.r.a.z.y.) e saber lidar super bem com a temática gay, já dá um conforto. E apesar de Matthew McConaughey ser a.coisa.mais.irritante.do.mundo na vida real, ele é bom ator e já provou isso faz um tempo e só não viu quem não quis. 

Tá, tô garrando ódio do fato do David O. Russel ser elevado a um patamar no qual NÃO PERTENCE (adorei O lado bom da vida, amo Três reis e I heart Huckabess e achei o Lutador digníssimo) e A trapaça, apesar de bem legal, é, na melhor definição da Ana Maria Baiana, Scorsese light, e pra que incensar o genérico com o original aí em cartaz? Culpo aquele que adora comprar prêmios por forçar a barra de novo. Mas fico feliz se a Amy Adams finalmente ganhar unzinho porque olha, DEMOROU, Academia!

Tá, tô com dó no coração de ver Her em torrent porque sinto que me arrependerei muito de não vê-lo no cinema e me emputece Joaquin não ter entrado na lista mas Jojo está acima do bem e do mal e só de até a trilha do Arcade Fire ter sido indicada (e de lembrarem que Spike Jonze é bom pra caramba), tá tudo lindo.

E bom, Cate Blanchett é PURO AMOR (e arrogância, loucura, vodca e xanax) em Blue Jasmine (Sally Hawkins também), Gravidade é aquela coisa linda e avant-garde mesmo (e só notei agora que NÃO ESCREVI SOBRE ELE, shame on you, Karina!), Leo diCaprio e Jonah Hill são o gordo e o magro das drogas e total merecem se levarem algo (que mundo lindo é esse em que vos escrevo isso e estou sendo sincera?) e, nas palavras de meu pai quando tirava nota na média, indicarem Scorsese e Streep NÃO É MAIS DO QUE A OBRIGAÇÃO DESSE POVO!

E é isso. Não derramarei meu fel sobre o fato de terem ignorado so-le-ne-men-te o filme mais fofo, engraçado, melancólico e redondinho daqueles dois irmãos judeus lá porque serei the better person e escreverei sobre ele no próximo post, quando essa minha única e exclusiva raiva das indicações passar.

That's all