Tuesday, November 12, 2013


15 going on 31

Aos 15 eu conseguia ser mais estranha que hoje. O colegial não foi fácil (e ele é pra alguém?) Eu me grudava na minha rotina de assistir filmes bizarros e escutar música que ninguém conhecia. Principalmente da ilha governada pela rainha. 

Comecei a curtir a banda daqueles dois irmãos briguentos e descobri que tinha muito mais coisas que wonderwalls e champagne supernovas. Tinha a banda que brigava com eles. Nunca disse isso out loud mas achava borrões tão melhores que oásis. E nunca me esqueço daquela quinta-feira (entre muitas outras) quando o GRANDE Fábio Massari (numa época em que VJs eram grandes, mesmo) mostrou pela primeira vez no seu Lado B a tal banda que estava tomando o mundo alternativo com sua tristeza e melancolia. Banda simpática, querida, de meninos fofos. Uma banda que num mundo justo teria sido tão famosa quanto os Coldplays da vida. A banda que reconfortou meu coração aos 15. E 16. 17... E 31. 

Sábado passado me senti em 1997 de novo. Uma época em que era tão feliz e não sabia. E só imaginei que se a tal cantora bocuda com flores na cabeça fosse os irmãos Gallagher, eu teria tido o dia mais feliz da minha adolescência. Só que aos 30...