He did his way
(Tô há quase dez dias pra escrever esse post mas como o kisuco tá tão fervido/quase evaporado no emprego, tempo cadê na semana passada? Also, um grande beijo e um tiro na testa pros filhosdeumasputas que são os membros da classe ~professor de Inglês~, but I digress...)
Desde o começo de setembro, quando finalmente me obriguei a fazer maratona de Breaking Bad por motivos de: não aguentar mais todo mundo falando que era a melhor coisa do mundo, que fiquei mais viciada na série que o povo que consume a famosa droga azul feita no seriado.
Comi, dormi e respirei BrBa todo o tempo até chegar em pé de igualdade com o pessoal que já acompanhava a série e pude entrar na febre de esperar os 3 últimos (e incríveis) episódios finais.
E bom, como todo mundo sabe que Six Feet Under é a série que levarei pro túmulo (pun intended) porque me ensinou a lidar com a morte quando ainda estava vivendo a perda da minha avó e ainda me faz aplicar muitas lições vistas ali pra vida, gostaria de informar que a família Fisher vai ter que dividir espaço agora com os White (e seus agregados Hank, Mike, Saul e meu querido e amado Jesse).
Isso porque BrBa me ensinou tanta coisa quanto. Como não se identificar com uma pessoa submissa, passiva, otária até, que mesmo sabendo ser mais que a maioria (e meu Deus, como você se sente assim ao ser professor e ver que sabe mais e ainda assim se submete a ensinar medíocres que nunca serão mais inteligentes que você) mas que se resigna numa vida bosta. E como não vibrar quando ao invés de dar a outra face, a pessoa acorda e decide viver pela primeira vez.
E mesmo sabendo que o protagonista vira um sociopata puro e nato, meu lado psicopata “kill them all” também entendia o ódio reprimido por 50 anos daquele homem que se encontrou na vida, mesmo tendo como dom descoberto o MAL.
Foi muito bom acompanhar em um mês a derrocada inevitável de um homem condenado porque ao menos, como ele lindamente explica num momento único de sinceridade à esposa (e que não acontecia desde a primeira mentira e começo dessa conjugação do gerúndio que o título alardeia), tudo que ele fez foi por ele e pra ele, por descobrir ser bom em algo e se sentir vivo.
E (spoilers, sorry) como bem vociferou para outro paciente de câncer que se lamentava e conformava com o fato de estar morrendo da doença, enquanto esta não o matasse, ele seria dono de seu destino e de suas escolhas. Tudo o que ele planejou pra família (deixar dinheiro pra eles) se concretizou, e por mais que tenha ido (e levado todos com ele) ao inferno e além, ele fez o que quis e como quis e nem deixou que o tumor o levasse dessa pra melhor, preferindo ser morto pela própria vingança.
Orgulhoso, ambicioso, vingativo, manipulador, inteligente e mentiroso, o maior coitado da televisão também foi o melhor vilão que presenciei em anos numa série que como seu protagonista, se transformou em algo além. Com uma produção impecável, BrBa conseguiu colocar muito filme no chinelo e ainda me fez seguir this motto for life: What would Heisenberg do?


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