Sunday, April 28, 2013



You act like the world owes you something, Claire...

Como sou loser e aprendo lição de vida com ~azartis~, aprendi com o seriado da minha vida isso daí em cima e é bom saber que o pior sentimento ever é o coitadismo e achar que o universo, esse maroto, te deve justiça cósmica porque tua mãe não disse que tava com dor de cabeça naquele fatídico dia em que você foi feito. 

Não sei bem se a frase é exatamente essa (descupaê, Alan Ball, sou mezzo disléxica pra citações...) mas me identificava muito com Claire Fisher e seu egocentrismo pueril (tanto que um dia escreverei como era praticamente aquela doida com a única diferença de que meu ruivo vem das caixinhas da L'Oréal). 

O importante é: Passei tempo demais achando que é isso mesmo, meus pais me deviam algo porque me fizeram, meus amigos tinham que me amar mais porque afinal decidiram ser meus amigos, os peguetes eram escrotos porque não retribuíam afeto como 'deveriam' e principalmente, a vida, a sociedade e as pessoas (essas aleatórias, mesmo) eram suuuuper injustas comigo e não me valorizavam o suficiente. Um big AFF pra mim, né?

Só que graças à psicanálise moderna, tâmoaê, gastando dinheiro e aprendendo a brincar de viver com terapia e o propósito deste post é que como ~chefia~, essa função mardita, tô tendo que enfrentar uma ser que é a mistura de Claire + eu circa 2006 + um monte de neuras mal curadas. Um cu. Decidimos (que eu terei que) mandá-la embora logo e tá fueda. Porque além da minha primeira demissão (que deve ser como o primeiro sutiã que a gente nunca esquece), vai ser uma conversa nada agradável como uma pessoa que respinga recalque e amargura pelos perdigotos quando abre a boca pra um 'Bom dia'. 

E ao invés de me sentir mal pela tarefa (tá, eu não vou estar feliz no momento) tudo que eu queria era dar uma de Ruth Fisher e berrar na cara da criatura que "Porra, colega, O MUNDO NÃO TE DEVE NADA! Você errou, você tá cagada, você odeia a vida, mas, newsfuckingflash, quase todos os 7Bi (ou já chegamos aos 8Bi?) de terráqueos também tão aí, nesse ínterim entre nascer e morrer que é a vida mas ninguém fica COBRANDO justiças divina e humana porque não tá com a vida que almeja."

Sabe, falar pra ela o que eu queria ter ouvido aos 17, 18 (e não aprendido com as war wounds que carrego por ter sido uma besta obtusa) porque ao invés de me compadecer por já ter sido igual, me irrito com alguém que não se ligou para o óbvio:

Teu umbigo não é o epicentro do Big Bang, querida!