Pra gostar de (falar de) cinema
Do que adianta gostar ou odiar filmes (e músicas, e livros e as outras ~artes~) se não é pra fazer listas e bater boca pra provar por A+B que X é bom e Y é uma droga, não é mesmo?
E do lado do 1° pintor de cavernas homo sapiens deve ter existido o 1° crítico de arte que provavelmente achou o rinoceronte parecido demais com uma vaca mal-feita.
E se concordo quando dizem por aí que alguns críticos são artistas frustados tamanho recalque de certas pessoas que parecem só manter o ciclo assisto -> odeio -> falo mal, existiu, até ontem, Roger Ebert, um homem que amava o cinema.
Que sabia que um filme bom é um filme bom -não importa gênero, período ou país de origem- e não comparava alhos com bugalhos. Julgava o filme analisado por si só. E por gostar tanto do processo ver + analisar puro e simples, até quando você discordava do que ele dizia (vide sua opinião sobre um dos filmes da minha vida) era difícil não entender de onde vinha sua crítica e ficar com raiva da discordância.
Num mundo em que tá faltando tanto gente pra fazer bom cinema quanto pra apreciá-lo, mais um se foi...


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