Politicagem
Parem as máquinas que o impossível em 30 anos aconteceu. Eu gostei do OSCAR de ontem. Gostei . Do começo, do meio e do fim.
Gostei do Seth MacFarland, que eu não punha fé nenhuma, e bom, desde que o trio Billy Crystal, Whoopi Goldberg e Steve Martin pararam, criou-se uma maldição mesmo e nunca ninguém será tão engraçado e carismático. E pensem em James Franco. Sempre lembrem de James Franco.
Gostei que teve toda uma divisão do pão. Tarantino ganhou no que sabe fazer de melhor e puxou seu Christoph Waltz junto. Anne Hathaway que já tava com o bichinho ganho antes mesmo de entrar no set de Les Mis - e é a melhor coisa dele mesmo- também. Daniel Day Lewis que até fazendo xixi sozinho no banheiro é mais cênico que nós mortais fez história agora com três prêmios. Ele e Meryl são oficialmente rei e rainha do baile. E merecem. Haneke ganhando com o melhor filme estrangeiro. Ang Lee, que tem meu respeito por que é um ótimo diretor e mostrou que seu PI era melhor mesmo que a chatice de Lincoln. E Argo, o filme 'sem diretor' que elevou o ex de Jenny from the block à uma posição que acho que Benjamin Affleck merece. Ele achou o que sabe fazer bem (dirigir, não atuar) e deve continuar nesse caminho certeiro com o filme 'mais Hollywoodiano' do ano.
Gostei que teve só música que eu gosto de musicais idem. Gostei que agora se 'expulsa' ganhador ao som de Tubarão. Oscar é cafona e tem que se assumir assim.
E gostei que Harvey Weinstein , com o perdão do meu francês, SE FODEU. No esquema das politicagens de Hollywood, ele gastou MUITO dinheiro à toa e dessa vez saiu com as mãos abanando.
Tá, Django levou dois mas parto do princípio que um roteiro de Quentin e a atuação de Waltz NÃO PRECISAM DA MÃO MOLHADA DESSE CARA.
Tá, Jennifer Lawrence, que tá indignando todos por ter ganho, foi manobra Weinsteiniana, mas a menina é talentosa e com 22 anos vai do Blockbuster (Hi, Katniss, Hi, Mística) ao dramalhão (Winter's Bone) e é a vida, luz e graça de O lado bom da Vida. Ele tentou enfiar esse filme guela à baixo do povo (o que não precisava, já que é uma comédia quirky e adorável) e o povo se encheu. E ignorou as táticas patéticas desse senhor que se acha o dono de Tinseltown.
Num âmbito mais pessoal, foi pra mim uma vingança pessoal, por ter infernizado Scorsese com Gangues de NY, afundando Hugo ano passado com seu O Artista e porque, por birra à Megan Ellison (vão pesquisar, a menina tem 27 anos, é bilionária e virou santa padroeira dos diretores com um pingo de talento) simplesmente afundou o marketing de O mestre e deu uma bundada em A hora mais escura quando viu que a Academia podia não gostar dos dois filmes. Um covarde. Que ano que vem menos Oscars ainda venham pra esse bundão.
Cair sim. Pagar peitinho, ja-mais.


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