Sacrifícios
Cada um sabe porque decide acompanhar uma série que quer queira ou não é um apego imenso com a história (ter que lembrar de detalhes, personagens, conexões) e com o tempo (anos e anos seguindo, os breaks de inverno e verão e antes do advento da Internet, não sair de casa pra ver) e como tudo ainda assim vale a pena...
FRINGE me captou pela confusão. Meu ex entrando em fóruns após cada episódio e querendo desvendar e lincar cada um dos mistérios novos com os velhos que não tive como não me intrigar e assistir.
E me fisgou pelos personagens. Já escrevi aqui como Walter Bishop é uma figura paterna tão errada que ainda assim é o melhor pai do mundo. Ele foi o coração de uma série que poucos amaram. Um homem inteligentíssimo, com um lado negro no cérebro capaz de coisas terríveis como usar crianças de cobaias científicas e ainda assim um coração e ingenuidade infantis, viciado em doces e drogas caseiras, amante do nudismo, conhecedor de ciências nato e, no entanto, incapaz de memorizar o nome Astrid e pai supremo que pelo filho perdido vendeu o mundo e a alma e foi capaz de arriscar não uma mas duas realidades de um mesmo planeta pra ter seu garoto de volta. Walter Bishop foi puro amor e sacrifício até o fim e por ele chorei até precisar tomar remédio pra curar uma dor de cabeça causada por lágrimas.
E chorei de novo porque Fringe foi uma série bizarríssima, complicadissíma, que várias vezes me fez quase perder a hora do trabalho enquanto fazia maratonas trancada no quarto, que me levou, como já dizia minha mãe, pra "realidade paralela" me apresentando personagens maravilhosos e entrando pro rol das "do coração"...
Thanks for the journey, Walter
You were the best man you could


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