Equação dos infernos
Tem o X. X é casado, é novo, é infantil, é ator (nada contra mas atores são uma fauna que eu aprecio igual os bichinhos do zoológico- de longe). Ou seja, é todo errado. E o que é pior, nem que fosse mais velho, mais maduro e mais solteiro, eu iria querer. Mas sabe como é, pessoa carente, que é sempre a que corre atrás, baba, chora e se descabela por quem a despreza, quando sabe que tem alguém a fim de você, se sente e não consegue ser sensata, dar o corte final e deixar pra lá. Therefore, eu dou corda pro moleque e ele tá quase se enforcando.
E tem o Y. Que é uma coisa deliciosa de dar vontade de passar no pão. É aluno. É tatuado. É todo dado. Sabe aqueles que sabem que são tudo aquilo e esbanjam a beleza como se não houvesse amanhã? E bom, minha insegurança sempre me bloqueia de achar que homens que sao tudo aquilo vão querer logo EU que sou quase nada mas a cada dia que passa eu tenho mais vontade de chegar na cara dura e perguntar o que raios ele quer porque nota ele não precisa e torcer pra ele me agarrar e... deixa pra lá.
Finalmente, tem Z. Porque não é história minha se eu não estiver gamada por alguém que não deveria estar. Por alguém que é praticamente meu office husband (ou seja, a pessoa do sexo oposto que trabalha com você e todo mundo sabe que um amarra um bonde pelo outro mas ficam só nas brincadeiras e no fim do dia cada um vai pra casa com seus respectivos cônjuges- aka, ele pra zinha com quem mora e eu pros meus 4 gatos...) e que dia desses soltou com todas as letras um "ai se eu não fosse casado..." jogando seus verdes e colhendo um sonoro "não pego o que é dos outros..." meu. E olha, se já não bastasse odiar meu serviço, ter um crush homérico por um dos poucos com que me dou torna tudo quase impossível.
E aparecer um A, B ou C, solteiro, maduro, não-ator, que goste de 1% do que eu gosto e me queira como eu sou é pedir muito?
Que bobagem a minha, é óbvio que sim afinal, se fosse fácil se chamava piriguete e não amor, né mesmo?

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