Quando te negam o que você nem queria muito
Eu amei o tempo que morei nos EUA porque afinal foi quando virei "gente", como gosto de dizer. E houve até uma época em que daria tudo pra morar lá de novo. Essa época foi 2006, muito antes de descobrir que a grama mais verde é a do vizinho EUROPEU e é lá que eu quero me deitar...
Mas bom, NY ainda é genial, tenho pessoas que moram lá (e nas quais adoraria dar um abraço apertado) e surgiu a oportunidade de eu poder ir por uns dias nesse mês que chega assistir meu melhor amigo ter chiliques e síncopes enquanto entra em catatonismo realizando o sonho de ver Barbra Streisand e né, já que o mundo vai acabar mesmo, por que não gastar dinheiro como se não houvesse amanhã (ou 2013)?
Eis que eu tive o prazer de presenciar em carne, osso e gordura o que acontece quando yankees te negam o visto em um pequeno ato vexatório pra que você não só não possa viajar mas que volte pra casa looking at your life, looking at your choices e esfregando na cara 4 fatos que aparentemente incomodam mais os outros do que a mim mesma, aka, eu ser uma ser humana fêmea, nascida há três décadas, sem aliança no dedo e com útero em estado de desuso.
Gente, a American Lady meio que conseguiu o que muitos dinheiros de terapia tentaram arrumar e eu voltei me sentindo o cocô do cavalo do bandido e nem foi porque fui privada de ir na grande nação dela. O quanto ela insinuou que o fato de eu ser avulsa e solteira (tantos "singles" em tão poucas sentenças) era um pulo pra entrar e nuuuuuunca mais sair de lá e um cansaço mental de explicar que "Minha senhora, morei há uma três estações da t-o-r-r-e-e-i-f-f-e-l e voltei..." que foi como quando você leva um mega fora de um cara que você só comentou com uma amiga que achou bonitinho e ela foi lá agitar.
Péssimo e totalmente desnecessário, U.S.A.!

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