Thursday, February 02, 2012


Oscar films a rodo  (part deux - vida, não temos...)

O espião que sabia demais: Ao contrário de Ides of March (do qual fui nem um pouco empolgada), só escutei coisas boas sobre esse filme e bom, só de olhar o cast dá uma felicidade tanto pelas atuações aguardadas quanto pelos eye candy masculinos (Lookin' at you, Colin Firth and Tom Hardy...). Então fui eu, coração aberto, legenda em português (afinal, filme de espionagem com sotaque britânico) e ânimo. E vos digo: Que decepção. Primeiro que Gary Oldman não tá essa coca-cola toda (pra ele). Segundo: Too f'ing loooong. E olha, sou uma garota resistente à filmes assim. Pior, apesar de longo, ainda passa a impressão de que falta informação. Sei que tem que ser confuso mesmo porque é uma história de 'ache o infiltrado' mas tudo tem limite. Tanta coisa, tanto detalhe, que você não sabe mais o que capta e, no meu caso, desiste de tentar acompanhar.  Tanto que quando chegou o esperado desfecho, já estava defecando e andando pra tudo aquilo. Uma pena mas pra mim, ficou a sensação de que não adianta bons músicos se o maestro não conduz bem a orquestra num todo.  ✭✭


Shame: Sou honesta e admito: Assiti esse filme pelo nu frontal do protagonista. Tô solteira, carente and that shallow. E mente quem disser que não viu pelas mesmas razões, mmmmkay? E olha, parabéns Michael Fassbender, Santo John Holmes que o proteja e guie. Anyway. O filme é muito bom e eu gosto muito da temática e me compadeço de viciados em coisas heterodoxas. porque povo acha que não controlar compulsão por sexo (ou comida) é pura safadeza mas né? Só quem sofre sabe...  O único porém é que o filme sofre de um problema grave que atende pelo nome de Carey Mulligan. Problema esse que acometeu o filme Drive. Esse ser, que ao cortar o cabelinho à la pixie girl, não somente incorporou o corte espírito alma penada de Michelle Williams, como aparentemente ganhou os mesmos poderes sobrenaturais de Williams de ser um buraco negro que sulga a vida de qualquer filme ao aparecer nele. Então, o que era um filme bom sobre um compulsivo sexual meio à deriva em relação à sua situação, vira um vortex de chatice por causa da coisinha com gosto de chuchu. ✭✭


Take Shelter: Olha, sou Magnolia Fan, aceito filmes estranhos de coração aberto, então adorei Take Shelter. Mas vou total entender quem virar com cara de Hã? depois de assistí-lo porque tudo funciona nos padrões 'filme normal' até os minutos finais quando tudo fica mais louco que a cabeça do personagem principal: O protagonista Curtis (que chama Michael Shannon mas meu cérebro não consegue gravar seu maldito nome nem se eu fizer uma lobotomia caseira com furadeira... Mas que será sempre 'o cara' que fala tudo que eu gostaria de falar na cara dos protagonistas de Revolucionary Road) tá se descobrindo esquizofrênico e nós o seguimos pelo caminho do inevitável diagnóstico. Enquanto isso a gente se desespera com a esposa dele ( Jessica Chastain, que depois da dobradinha desse filme e Vidas Cruzadas, virei fã de carteirinha) porque eles eram tão felizinhos apesar de tudo e agora a vida deles vai desabar com o marido surtando e tal. E aí, chega o final com um Numintendo feelings total e que cada um tire suas conclusões e cheque com o colega ao lado. Mas nem rola 'resposta certa'. De novo: Eu me dou bem com esse tipo de filme. Muitos vão odiar...  ✭✭✭


Vidas Cruzadas: É óbvio que ao se fazer um filme sobre a segregação racial sulista dos anos 50, vai rolar clichê atrás de clichê. É como assistir comédia romântica e não querer ver obviedades com final feliz. So, sabendo tudo isso, encarei o filme de frente. Adoro Emma Stone mas a pobrezinha é engolida pelo resto do elenco com Allison Janney, Bryce Dallas Howard de-tes-tá-vel, Jessica Chastain (minha nova BFF, love you, gata...) e as duas 'estrelas negras' do filme Viola Davis e Octavia Spencer que achei excelentes mesmo. Octavia por sinal, is a riot, divertida, inteligente e olha, trocava fácil todos os dramas do filme só pra ver Minny e Celia se entrosando, fritando frango e tingindo o cabelo. Sequel, por favor. Ah, claro, se você tiver um coração bombando na caixa toráxica, vai chorar em algum momento desse filme.   ✭✭✭✭


The Iron Lady: O filme em si é, como diriam as bees, uó. Um porre, tive que começar, parar, retomar, rebobinar (aí que véia, só notei o ato falho ao reler... VHS feelings) porque é muito chato. ✭

Jááááá Meryl... Prefiro não me estender e fazer das palavras de Cameron, outra bee que sabe das coisas, minha opinião sobre Streep doing Tatcher:

 That's all...