Fé no amor
E, pela centésima vez desde julho, lá estava eu explicando minha novíssima e fofíssima tattoo da origem do amor.
Quando o Mário inaugurou sua pele com a mesmíssima tatuagem anos atrás e me contou a história por trás dela (e do filme do Hedwig) me apaixonei por tudo.
Por que nada explica mais minha relação com o maior dos sentimentos do que a teoria do Platão de que somos todos incompletos sempre procurando o pedaço que falta em outro alguém.
Nisso, a pessoa que me pediu a explicação, na melhor das intenções, disse jamais me imaginar como alguém que acreditaria em almas gêmeas e afins. Pois é, NEM EU.
Mas meus sentimentos em relação ao AMOR são parecidos com o de muitas pessoas em relação a Deus. Ou seja, se pararem pra pensar, chegam a conclusão que é irrisório acreditar em algo, mas ainda assim, elas precisam ter fé. Tirar-lhes a fé em Deus tiraria o chão, a razão de acordar de manhã.
Sou assim. Eu sei, lá no fundo do meu coracão sec et cassé, que minhas chances de morrer sozinha e sem ser amada crescem a cada segundo mas, se eu não criar essa expectativa, esse devaneio de que tem que existir um cara, somewhere, anywhere, que pode me amar e se completar com as minhas bizarrices e estranhezas, então, tô ferrada. A última gota de esperança na minha alma de que vale a pena continuar vivendo iria ralo abaixo.
Simples, assim. Eu tenho que continuar acreditando... (E me marcando na pele pra não me esquecer jamais!)
Gotta believe it...

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