Sedução e morte via telefone
Cada pessoa tem seus hobbies, esportes e formas de preencher o tempo, correto?
E depois de muitos anos suprindo esse vazio de vida com cinema, séries e músicas indie, eis que encontrei uma nova razão de viver: Trollar com atendendes de telemarketing.
Isso porque depois de umas experiências quasimortis (a minha, querendo morrer de raiva para com estes seres) e muita reflexão: "Por que alguém liga num sábado às 8 da manhã pra outro alguém oferencendo assinatura de jornal?" ou "Qual a razão de usar tantos gerundismos numa única sentença?" e ainda "O que leva uma pessoa a aceitar tal trabalho sendo que vender o corpo parece tão mais digno e ao menos dá prazer no cliente?" cheguei a conclusão que só criando táticas de sobrevivência (e rindo no interim) pra sobreviver à essa fauna sem mãe que liga pra gente.
No quesito sobrevivência, pra quando você está saindo (já perceberam que é enfiar a chave na fechadura pro telefone tocar?) ou com o jeijão no fogo ou indo ao banheiro ou whatever e precisa se livrar de forma fácil e eficaz destas pragas, é batata: Diga de forma sombria e triste que a pessoa procurada faleceu. Há uma semana. E espere os segundos de ¬¬. Não ria. Não dê brecha. É lindo de ver (ou escutar) o embaraço do outro lado da linha.
Mas se você tiver tempo (tipo eu de sextas-feiras) e quiser tentar algo novo e grátis, faça assim: Seduza o atendente. Diga alô, dê um nome falso, seja cortez e espere ele (ou ela... Fica tããão mais legal) dar o pitch do que está oferencendo pra começar a elogiar a voz, perguntar se tem namorada(o) e insistir que quer o produto mas só se ele(a) vier entregar pessoalmente na tua casa. Eles não podem desligar nem te xingar então fica tudo mais divertido. Seja sexy, jogue frases feitas que não catam ninguém, diga que está carente. E finalize com voz de desapontamento que se 'não rola' um delivery então não vai querer nada. Mande beijinho e diga que aceita se ele(a) retornar a ligação depois do expediente. Tudo em nome da trollagem dessa escória da humanidade.
Até eu que desconjuro telefonemas no geral (mesmo de gente conhecida) fico feliz hoje em dia quando o telefone toca...

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