Rehab
Sabem o alcoólatra que se acha livre do vício, come um bombom de licor e pimba, em 24 horas é encontrado todo vomitado dormindo na esquina da calçada? Soy yo.
Quando perguntei pro psicô se pá, não rolava uma reduzida estratégica de sessões de 'não se mate, Karina' (principalmente pra minha carteira), no fim do junho, só faltou ele rir da minha cara, me apontando os dois indicarores e me chamando de malandrona. Profissional que é, jogou a pergunta de volta sobre o que EU achava de só ir 2x/semana e né? Disse que devia era ir todo dia, isso sim...
Afinal. Ninguém passa de quase entrar em suicide watch pra 'tô bem, aê!' em meses.
E é batata. Semana em que reduzo o nível de terapia é semana que ou quero matar alguém ou me pergunto porque raios não fiz o planejado. Vocês imaginam; Ia me matar em Paris, pensem no glamour. Me jogar do lugar mais lindo do mundo - um ticket pra cúpula da sacre coeur só de 'ida' e um voo pra obliviedade. Se bem que sempre tive dúvida se não seria o laguinho do Buttes Chaumont onde escutando Nude no repeat, quase 'foi' naquele janeiro chuvoso.
E agora até isso me dá arrependimento. Me matar aqui dá até mais depressão. Fazer o quê? Me jogar na frente da perua de um Jd. Marina? Confrontar um ladrão pra levar um tiro na testa? Ir numa avenidona dar uma respirada e me intoxicar de CO2? Até morrer em SP dá preguiça...
Mas então. Vim aqui só pra falar isso mesmo. Que o desânimo, a apatia e a dormência continuam igual. E como uma dependente, é um dia de cada vez. Por que as vozes que dizem ni (ou Jump) não estão calando a boca, não...

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