Meia noite em Paris
(e outras vinte três horas também)
As said before, não gosto de Woody Allen mas também não é uma relação de abominação (à la LVTrier) ou puro aborrecimento (aka, Tim Burton). Afinal, seu passado cinematográfico contém nomes como Tiros na Broadway, Annie Hall e o filme que retrata com perfeição a minha relação pollianesca e até doentia com o cinema: A rosa púrpura do Cairo.
E, como diria Adriana, a fase promíscua (e traidora para com NY) de Allen com Londres e Barcelona foi muito acertada com Match Point e Vicky Cristina. So, fomos nós assistir Meia Noite em Paris.
Antes de decidir (ou tomar coragem para) assistí-lo, fui tentar ver o trailer e a edição tão chata de diálogos me fez colocar os poucos minutos em mute pra poder suportá-lo. Ainda assim, pela cidade do meu coração, lá fui eu.
Ninguém acreditou que choraria de tristeza mas foi impossível não controlar as lágrimas logo no ínicio, mostrando 'ela' do amanhecer até o cair da noite. Sabe o que é você reconhecer TODOS os lugares mostrados lá e ainda assim não conseguir indicar a direção do Museu do Ipiranga ou do Parque do Ibirapuera na sua cidade natal? Pois é, ça c'est moi...
E bom, é a história do alter-ego de Allen na pele do Owen Wilson (se saindo MUITO BEM apesar de ter escutado o contrário), um nostálgico sempre preferindo viver do passado e não querendo cometer o mesmo erro de antes de não ficar na cidade e chegando a resolução de que bom, pros eternos nostalgistas insatisfeitos o ontem sempre vai ser melhor que o hoje mas que ainda assim existem soluções (como ao invés de escolher uma vida medíocre ao lado de uma americanizada in-su-por-tá-vel que se acha no direito de achar defeito em Paris pelo simples motivo d'eles saberem que nunca chegarão à perfeição que ela possui, escolher ficar na melhor cidade do mundo e ser pelo menos um pouco mais feliz... ooops, acho que não estou mais falando do filme...)
No final, achei um filme silly e naïve. E nada como não se levar a sério às vezes....

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