Friday, March 25, 2011


Forever Alone

Tem coisas que se você não admitir a si próprio, quem o fará, certo? E bom, não me ensinaram a flertar, seduzir, namorar. Sabe aquele esquema que mães no mundo inteiro fazem com suas filhas de dar dicas sobre o sexo oposto? Então, mais uma grande brecha (do tamanho da falha de Santo André) na minha já esburacada educação social. 

E puxa, não é inveja porque inveja é não querer que os outros tenham algo que você não tem. É ciúme mesmo, porque TODO mundo tem alguém pra chamar de seu but me. E como ou só existem gays ou comprometidos na minha vida, não é como se eu tivesse mais chances de ser apresentada pra algum homem hetero e com QUALQUER possibilidade de se relacionar comigo.  

Aí começam as comparações (mean) mil. Tipo, uma obesa mórbida aí que conheci (à la Jabba the Hut, a criança) e chata pra caralho, mas com cobertor de orelha. Umas ogras muito Sloth do goonies com par. Uns seres in-su-por-tá-veis com suas respectivas metades. E, de novo, sou cruel sim, mas porra, chata por chata, feia por feia, gorda por gorda, why NOT me?

E se segue a vibe do coulda woulda shoulda de "podia estar nos EUA, casada e feliz" ou "podia estar em Paris, namorando e feliz". Mas tô aqui, na mesma merda de lugar de sempre, na mesma vidinha de sempre e daqui a pouco passam os 30, os 40 e a emotional handicapped que só queria alguém aí com alguma inteligência, um emprego e vontade de viajar e assistir nerdices morrendo sozinha engasgada e tendo a cara comida por gatos porque até meus equivalentes preferem coisa melhor. 

In the meanwhile fico me sentindo um dodo em extinção nessa arca de Noé que virou a vida.