Genética burra
Minha mãe sempre foi otária-mor. Tá sendo usada, abusada, com uma úlcera de raiva mas tá lá tomando no cu na cabeça. Não tem boca, nunca reage e depois fica puta com o mundo e consigo mesma prometendo não fazer de novo igual. Só pra aceitar mais tomagemnocuzismo quiça horas depois.
E tem eu, sempre inconformada como é que pode alguém tão boba assim, né? Então. Eu, que além de ser mãe terceirizada do filho alheio ainda limpo cozinha de francês porco TODO DIA porque cai a mão lavar xícara (pior, colocar na máquina pra ela lavar pra você) e vou lá no meu horário livre comprar comida que tá faltando e fico mal de dizer que não, não POSSO trabalhar no meu dia de folga (quando deveria dizer é que não vou e não QUERO mesmo...) e tô quase morrendo de stress por causa dos papéis e me recuso a falar disso de novo tudo porque, vejam vocês, quando decidi mudar de vida, voltar pro Brasil e tal, era Dezembro de 2010. Lindo. Resolução de ano novo total. E como tava lá minha passagem pro começo de Abril em aberto, disse a moi même, fica aí mais um pouco, junta mais umas merrecas e DÁ AVISO PRÉVIO PRA PATROA ACHAR OUTRA AU PAIR. Porque, sim, we are stupid/naïve/moronic.
Entenderam? Esqueci de comprar bolacha pro menino na segunda e levei PORTA NA CARA mas tô há dois meses comendo/dormindo/chorando/querendoirembora de nervoso por causa da porra merda cacete caralho da viagem que ela inventou ao invés de ir lá dar um rolé no guichê da KLM no aeroporto Charles de Gaulle e trocar meu ticket pra RIGHT NOW por c-o-n-s-i-d-e-r-a-ç-ã-o.
Depois otária é minha mãe...

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