Oh, la musique
Eu falo mas ninguém acredita. A França está presa numa bolha do tempo musical. Quase dois anos e não entendo nem me conformo em não entender.
Antes mesmo de vir pra cá já chamava Serge Gainsbourg de Wando francês. Desculpa, mas só aqui um cantor desses é levado a sério e coroado ícone nacional.
Aí tem um perdido chamado Johnny Hallyday. Fui descobrir quem era porque quase morreu ano passado e foi a comoção do país. Nego barbado pai de família chorando e bom, vejam o naipe da criatura. Isso é a figura 'rock'n'roll' séria daqui - e por sinal ganhou cargo público do Sarko (e vocês reclamando do Gil quando era ministro...)
E você chega aqui e pensa: 'Vou curtir todas as baladas.' Boa sorte! Já fui em dicoteca gay. Clube chique da Champs. Pubs de todo tipo e é tudo igual. Ontem mesmo no ápice do meu desespero depois de uma sequência pra lá de 2002, 2003 e até uma baladinha que eu juro, dancei MUITO na matinê do Resumo da Ópera e tinha o cd nas melhores da Jovem Pam (ou seja, quando eu tinha 13 anos, as in 1995), fui embora.
Show de rock aqui? Posso rir? Não rola, não tem público. O máximo é festival no verão pros pobres intercambistas. Ou atravesse o canal pra ilha da boa música mais acima. Caspita, cheguei a fugir umas duas vezes pra Portugal pra escutar rock, pensem...
Minha única esperança é que quando (se) voltar pra cá, lá pra meados de 2045, vou escutar uns Hot Chip, LSD Soundsystem, Gossip na balada. Só assim!

<< Home