Tuesday, December 21, 2010


I ain't Dorothy

Como qualquer outra pessoa desesperada em tomar um grande decisão que se baseie em escolher entre A ou B, lá fui eu fazer uma lista dividida em quatro grandes colunas com os prós e contras de ficar em Paris e voltar pra São Paulo. Até graduei com - ou + o quanto valia cada um dos itens. Coisa de nerd ociosa profissional.

Aí, recebi a ligação diária da minha mãe. E tudo caiu por terra. O fator [∞] em voltar pra lá é ter que MORAR COM A MINHA MÃE. Amo-a. Mais que tudo. Deve ser a única pessoa no mundo pela qual, sei lá, doaria até mina última gota de sangue pra que ela viva. Mas, fundo do coração? Manda o caninho de coleta de sangue pra cá, porque se ficarmos juntas FISICAMENTE, EU serei a responsável pela morte dela. Sério. Não dá.

Deveria até tatuar no braço pra não me esquecer que co-habitar com ela é a morte de uma das duas. (Já contei procês que ela arranjou um PAPAGAIO???? Porra, uma porra de papagaio - que faz muito barulho como todo bicho dessa espécie- mora no meu primeiro recinto familiar!)

Vivo o inferno com meus patrões mas cara, como eu amo meu apertamento aqui. O silêncio. A solidão. A liberdade de jantar às 2 da manhã, tomar banho às 3. Lavar louça quando eu quero, não arrumar a cama. O SILÊNCIO (esse conta duas vezes. Vocês não fazem idéia como eu amo the sound of silence...). Entendam, é lindo perceber que 'já deu' tudo isso aqui, que 'mama, I'm coming home' e que não há lugar como o lar mas cara, vão morar lá com ela pra vocês verem. É osso.

Por isso eu fico (mais um tempo). Até ter uns euros aí pra poder alugar uma kitch lá e nem dar as caras chez Mme. Cida. Minha sanidade agradece...