Friday, November 26, 2010

True love waits?
(ou Minha patética vida I)

Ontem levei um pé na bunda. Homérico. Um meteoro teria sido menos surpreendente. E ainda em estado de negação, escrevo.

Não sobre como a vida é o eterno João amando Maria amando Pedro. Por que quem sou eu pra fazer meu agora ex parar de amar a ex dele com a qual ele achou que substituiria afeto comigo? Como posso eu meter o pau numa pessoa que até ontem foi querido, meigo e me tratou muito bem (mesmo que  provavelmente refletia non-stop se conseguiria esquecer a outra)? Quem me dera poder solucionar tudo xingando ele e ela e o mundo? I wish...

Meu problema com tudo isso é outro. E vou falar com todas as letras: TENHO CIÚME DA FELICIDADE AMOROSA ALHEIA. Prontofalei. Queria muito ser feliz como (algumas poucas) pessoas que acham alguém e constroem um amor calmo, leve, companheiro, tranquilo, feliz e ficam assim por anos e anos. Porque eu não consigo.

Pra começar, gosto de caras "simplões". Calmos. Sossegados. Nerd é au concour, não? E nessa altura do campeonato esses tipos ou se mataram escutando Jeff Buckley ou já encontraram suas metades simples e calmas e sossegadas e nerds e estão vivendo felizes para sempre (ou namorando bestas como eu até perceberem o erro e quererem voltar pra outra). Ah, e esses caras que eu gosto não vão na balada da Pigalle. Nos bares da Grands Boulevards. Na night da Bastille. Então, noitada não rola (ainda bem, porque também odeio tudo isso).

Achava incrível - e lindo e fofo- que tinha encontrado o que achava ser o cara com quem tinha chances de ser feliz no que considero um amor possível na saída do metrô. Quais as chances de alguém ser seu tipo físico e mental e falar tua língua e estar ali pra te ajudar a encontrar uma rua na pqp de Paris? E depois te chamar pra sair e se mostrar uma pessoa adorável? Pois é...

Vivi meses muito bons essa é que é a verdade. Não tive crises, problemas, estresses. Tudo estava bom demais. E mais uma vez, bom demais é bom demais pra ser verdade. Sempre. 

Tinha que soltar isso do meu peito antes que a depressão chegue (logo agora, no Natal que passarei sozinha nessa cidade solitária), a raiva domine ( provavelmente em Veneza no ano novo no que deveria ser uma viagem à dois) e a aceitação me faça ver que isso também vai passar.

Mas a realidade continua. Porque eu sei que não nasci virada pra lua e a nerdisse, o antissocialismo e a timidez não vão ajudar a encontrar o amor. And I DO want to live and love. Not just kill time...