Friday, November 12, 2010


One of them


Tinha um adolescente no museu do Magritte na Bélgica com um grupo de colégio e, bom, ele devia ter câncer no osso do rosto pois lembrava o rosto do homem elefante. Sempre que vejo pessoas assim, penso que 1. Nem um Hitler da vida merece algo tão cruel e 2. Não existe mesmo essa merda de deus que os idiotas adoram falar que existe.

E tem eu. Eu, que se nascida uma centena de anos atrás faria parte de qualquer circo da vida. Eu que já pensei muito em me matar por causa do meu problema. Eu que, diriam, reclamo de barriga cheia se comparada ao menino da Bélgica, por exemplo. Eu, que chorei como não chorava há muito tempo uma hora atrás porque as pessoas insistem em ser cruéis com o próximo.

Quero acreditar que ninguém vire pro pobre garoto belga e ria da cara dele. Tire sarro da sua situação. Mas imagino que ele já deva ter passado por isso. O ser humano é péssimo. Nojento. Escroto. Merecem todos morrer podres numa próxima grande hecatombe.

Porque besta é quem acredita nos limites da noção (ou falta dela) nesse ser chamado humano. Por isso fui obrigada a escutar de uma criança de três anos por que sou como sou já que seu papai comentou do meu problema na frente dela ontem.

Entenderam? Por que alguém tem um tumor que o desfigura? Por que uma pessoa com metabolismo lento e ansiedade fica obesa mórbida? Por que uma falha de cromossomos faz alguns nascerem com down? Por que a porra das glângulas hormonais de alguém resolvem surtar e as fazem ser freaks da natureza como eu? POR QUÊ? POR QUÊ? Não sei. Talvez pelo mesmo motivo que com tantos animais na natureza que poderiam ter desenvolvido consciência, inteligência e outras aptidões, o pior deles foi escolhido? O UNIVERSO ERRA MUITO.