Sunday, November 21, 2010

Le sex

Se tem algo (talvez muito superestimado e ainda assim não valorizado... Ah, a contradição!) no cinema francês é o sexo.

Minha teoria é de que sexo é tão natural pra esse povo, é mais "uma coisa" da lista, que faz com que eles saibam passar isso pra tela.

Assim, dos muitos filmes francófilos que venho assistindo (porque praticar a língua está cada dia mais necessário), me surpreendo sempre com o bom gosto e fluidez do ato neles.

Eu, que cresci latina, católica e influenciada pelo puritanismo yankee, nunca conseguiria fazer uma boa cena de sexo no cinema. Seria um desafio tão grande quanto fazer o filme em si.

O que me leva ao filme que já entrou pra minha lista de "filmes de amor perfeitos": Uma relação pornográfica.

Ela- francesa- coloca um anúncio numa revista pornô pra realizar uma fantasia. Ele - espanhol e às vezes mostrando um desconforto que nós não franceses temos em relação à ela e sua mentalidade- responde, rola química, eles vão lá e fazem (sabe-se deus o quê, porque o que menos interessa aqui é a tal da fantasia) e, como já diria a letra de uma lindíssima música espanhola, fingiam que fingiam que se amavam.

E não somente o sexo em si (que nesse como em tantos outros filmes franceses, não constrange nem embarassa nunca) mas a história de uma relação começar com sexo e não terminar só nele só consegue porque foi feito à francesa. Qualquer outra pessoa, de outra nacionalidade, com outra mentalidade, faria pior. Os nus, os diálogos, a situação, tudo seria erótico, vulgar, falso, desonfortável em doses variadas e erradas. Fato. Só eles conseguem com maestria.

Bravo, mesdames et messieurs!