Monday, October 18, 2010



Karina Gump

Lembram quando Forrest Gump surtou logo que a Jenny chutou ele depois de desvirginá-lo e sumir no mundo pela 835ª vez e ele saiu correndo os EUA de cabo a rabo? Então, essa sou eu em Paris.

Tirando que bom, ninguém me tirou nada (ih, faz tempo), surtada já sou (ih, faz tempo 2) e andar feito camelo já está em meus genes pelo lado materno (NUNCA confie em mim ou na minha mãe quando te dissermos que "É pertinho, dá pra ir a pé..."), a falta de terapia tá phoda.

Aí, todo dia acordo e penso como minha vida "profissional" é a piada do século e deveria voltar a dar aula aqui (até lembrar que era uma professora cocô) ou começar a pensar em alguma outra profissão mas o quê? E saio andando, quiçá, CORRENDO por aí. Brinco de pique com pontos turísticos. Chego nas torres e arcos da vida, paro, olho e dou meia volta.

Aí, me faço a pergunta que todo loser já fez e what the hell am I doing here mesmo? I don't belong here e né? Nem tô me referindo à França, mas a essa pedra fria por fora e quente por dentro que fica a rodar e a rodar em torno do astro rei e CORRO MAIS.

E aí fico refletindo como na minha idade não existe mais namoro light e toda vez que me perguntam "Mas o que vais fazer ano que vem?", só tenho vontade de responder que, honestamente? A mesma coisa que faço hoje: Empurrar minha vidinha com a barriga, dar beijo na boca e ir dormir na grama do parque mas nem rola dizer out loud. E aí, CORRO mais rápido e pra mais longe ainda. Até chegar numa porta limite da cidade. Et retourner.

Talvez o inconsciente já deduziu que correndo horrores e perdendo peso, viro a incrível mulher que desapareu (ou evaporou) e, claro, sem corpo presente, não preciso dar um jeito na vida...