Sex and the city - O fiasco
Uma coisa é você ir assistir um filme e ele ser ruim. Outra coisa é você ir ver a (péssima e deturpada) continuação de algo ao qual você deu anos da sua vida e se importou com as personagens dali (coisa muito arriscada quando se começa a acompanhar uma série).
Eu amo muito os 6 anos nos quais me dediquei àquelas quatro mulheres. E sou da opnião de que uma série DEVE acabar quando termina. That's it. Eu não quero saber o que aconteceu com Jerry, Elaine, george e Krammer depois da prisão. Como estão os filhos do Ross e Rachel/ Mônica e Chandler. Como foi a vida da família Fisher antes de cada morte. Nem todas as muitas perguntas não respondidas na ilha lá... Não me importa!
Aceitei o primeiro filme (e virei a cara pras muitas forçações de barra) mas já fui assitir essa segunda continuação com os dois pés atrás sabendo que tudo aquilo não passava de puro interesse monetário. So...
Samantha: Ela é o único e exclusivo motivo de toda a qualidade do filme. Isso porque não pegaram a personagem e jogaram num liquidificador. Ela continua sendo a depravada, amoral e deliciosa mulher que sempre foi. E mesmo tendo EVOLUÍDO, continua com a mesma essência daquela que era na série. Sem contar que apesar de ser a "menos convencional" da turma, é a mais sabia e inteligente.
Miranda + Charlotte: Eu sempre me identifiquei demais com as duas na série. Enquanto todas as mulheres do mundo queriam ser Carrie, eu sempre soube que era 50/50 das outras duas - principalmente nos defeitos. Anyway. Elas mudaram, sim. Charlotte, principalmente. Chamaria suas atitudes de imaturas até se não tivesse exemplos vivos e diários de que mulheres como elas são realidade (salut, patroa?). Mas a cena das duas no bar, chorando o leite derramado uma pra outra as fizeram se redimir- e foram a única parte "real" que encontrei num filme que parece viver numa bolha. Sim, senhoras mimadas, com carreira, marido e filhos que querem tudo mas não conseguem equilibrar todas as bolas no ar, eu aceito o brinde à nós bábas, empregadas e afins que fazem com que vocês possam parecer as mulheres tããão bem sucedidas em tudo como aparentam....
Carrie: Ai, Deus. Por onde começar com essa mulher? Claro que quando a série começou, eu a amava primeiro. Mas aos poucos fui percebendo que "Hey, a Carrie não é flor que se cheire, não". Ela chifra, mente, é fútil E EXTREMAMENTE AUTO-CENTRADA (o que pra mim é o pior dos seus defeitos já que ela declara ter suas amigas como almas gêmeas mas no entanto sempre as deixa na mão achando que o mundo gira em seu redor). E se isso era camuflado na tv, no cinema, parece que colocam o telescópio Hubble em toda a mediocriadade que Carrie Bradshaw é. A quantidade de vezes que sussurei "Bitch" durante o filme deve ter sido maior que o número de roupas estapafúrdias mostradadas em cena. Sem contar que soltei -um pouco alto e em Inglês- um "WHAT THE HELL DO YOU WANT, AFTER ALL?". Porque essa é minha única pergunta pra ela. O que te falta, criatura? Além de continuar com atitudes de uma adolescente de 15 anos no primeiro namoro apesar dos 40 anos nas costas, ela nunca está (ou esteve) feliz com nada. Assistindo o filme hoje, tive a certeza de que o casamento dela com Big está por um fio. A felicidade deles (que por sinal, já nasceu torta no momento em que ela transou com ele no primeiro encontro na primeira temporada) é tão profunda quanto Carrie. E todos sabemos que ela é rasa como um pires.
Futilidade: Na tv, as roupas, as baladas e a superficialidade da série davam o tom mas não faziam o mundo girar. Você elogiava mentalmente o que elas usavam e seguia em frente com a história da semana. Era a cereja no topo do bolo. Aqui, só resta isso. Não existe conteúdo. É só um punhado de reclamações de mulheres que conseguiram TUDO o que queriam e ainda assim reclamam e a prioridade é mostrar o quão mais ridículo e fora do senso comum (até em passarelas) elas se vestem. Se antes, Samantha era a mais ousada e Carrie, a rídicula que somewhow pulls that off- agora as quatro são réplicas femininas do que drag queens de mau-gosto (e muito dinheiro) comprariam. E nem vou comentar a droga do casamento do Stanford que foi o cúmulo do flamboyantismo gay (e Judy Garland, no céu onde só as divas vão, deve estar se arrependendo por não ter abortado só mais uma vezinha pra não ver a filha pagar o mico que pagou), o gazilhão de produt-placements e o usual analfabestismo americano em relação à outras culturas.
É um grande vazio (de sapatos caros e haute-couture) que infelizmente só faz denegrir a imagem de uma série que já representou muito as mulheres no começo de 2000. E que não venha o terceiro, por favor!
Eu amo muito os 6 anos nos quais me dediquei àquelas quatro mulheres. E sou da opnião de que uma série DEVE acabar quando termina. That's it. Eu não quero saber o que aconteceu com Jerry, Elaine, george e Krammer depois da prisão. Como estão os filhos do Ross e Rachel/ Mônica e Chandler. Como foi a vida da família Fisher antes de cada morte. Nem todas as muitas perguntas não respondidas na ilha lá... Não me importa!
Aceitei o primeiro filme (e virei a cara pras muitas forçações de barra) mas já fui assitir essa segunda continuação com os dois pés atrás sabendo que tudo aquilo não passava de puro interesse monetário. So...
Samantha: Ela é o único e exclusivo motivo de toda a qualidade do filme. Isso porque não pegaram a personagem e jogaram num liquidificador. Ela continua sendo a depravada, amoral e deliciosa mulher que sempre foi. E mesmo tendo EVOLUÍDO, continua com a mesma essência daquela que era na série. Sem contar que apesar de ser a "menos convencional" da turma, é a mais sabia e inteligente.
Miranda + Charlotte: Eu sempre me identifiquei demais com as duas na série. Enquanto todas as mulheres do mundo queriam ser Carrie, eu sempre soube que era 50/50 das outras duas - principalmente nos defeitos. Anyway. Elas mudaram, sim. Charlotte, principalmente. Chamaria suas atitudes de imaturas até se não tivesse exemplos vivos e diários de que mulheres como elas são realidade (salut, patroa?). Mas a cena das duas no bar, chorando o leite derramado uma pra outra as fizeram se redimir- e foram a única parte "real" que encontrei num filme que parece viver numa bolha. Sim, senhoras mimadas, com carreira, marido e filhos que querem tudo mas não conseguem equilibrar todas as bolas no ar, eu aceito o brinde à nós bábas, empregadas e afins que fazem com que vocês possam parecer as mulheres tããão bem sucedidas em tudo como aparentam....
Carrie: Ai, Deus. Por onde começar com essa mulher? Claro que quando a série começou, eu a amava primeiro. Mas aos poucos fui percebendo que "Hey, a Carrie não é flor que se cheire, não". Ela chifra, mente, é fútil E EXTREMAMENTE AUTO-CENTRADA (o que pra mim é o pior dos seus defeitos já que ela declara ter suas amigas como almas gêmeas mas no entanto sempre as deixa na mão achando que o mundo gira em seu redor). E se isso era camuflado na tv, no cinema, parece que colocam o telescópio Hubble em toda a mediocriadade que Carrie Bradshaw é. A quantidade de vezes que sussurei "Bitch" durante o filme deve ter sido maior que o número de roupas estapafúrdias mostradadas em cena. Sem contar que soltei -um pouco alto e em Inglês- um "WHAT THE HELL DO YOU WANT, AFTER ALL?". Porque essa é minha única pergunta pra ela. O que te falta, criatura? Além de continuar com atitudes de uma adolescente de 15 anos no primeiro namoro apesar dos 40 anos nas costas, ela nunca está (ou esteve) feliz com nada. Assistindo o filme hoje, tive a certeza de que o casamento dela com Big está por um fio. A felicidade deles (que por sinal, já nasceu torta no momento em que ela transou com ele no primeiro encontro na primeira temporada) é tão profunda quanto Carrie. E todos sabemos que ela é rasa como um pires.
Futilidade: Na tv, as roupas, as baladas e a superficialidade da série davam o tom mas não faziam o mundo girar. Você elogiava mentalmente o que elas usavam e seguia em frente com a história da semana. Era a cereja no topo do bolo. Aqui, só resta isso. Não existe conteúdo. É só um punhado de reclamações de mulheres que conseguiram TUDO o que queriam e ainda assim reclamam e a prioridade é mostrar o quão mais ridículo e fora do senso comum (até em passarelas) elas se vestem. Se antes, Samantha era a mais ousada e Carrie, a rídicula que somewhow pulls that off- agora as quatro são réplicas femininas do que drag queens de mau-gosto (e muito dinheiro) comprariam. E nem vou comentar a droga do casamento do Stanford que foi o cúmulo do flamboyantismo gay (e Judy Garland, no céu onde só as divas vão, deve estar se arrependendo por não ter abortado só mais uma vezinha pra não ver a filha pagar o mico que pagou), o gazilhão de produt-placements e o usual analfabestismo americano em relação à outras culturas.
É um grande vazio (de sapatos caros e haute-couture) que infelizmente só faz denegrir a imagem de uma série que já representou muito as mulheres no começo de 2000. E que não venha o terceiro, por favor!

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