15 filmes
(ou: o que andei fazendo no meu tempo livre nos últimos dois meses)
1- Zombieland- Tava esperando "O filme" zoação de zumbis mas me decepcionei. É legal sim, mas Shaun of the dead ganha de mil a zero. Ainda assim, Bill Murray e Woody Harrelson valem.
2- The boat that rocked- Depois de assistí-lo no avião (e sem a devida atenção já que meu cérebro fica mais preocupado em imaginar COMO aquela joça vai cair), segunda oportunidade. Poxa, que filme adorável. As comparações com Quase Famosos podem existir mas são absurdas pois tirando a temática rock'n'roll de décadas passadas e Phil Hoffman, não tem mais nada em comum. Divertidíssimo como o delicioso humor da ilha da rainha. Sem contar o elenco e a trilha sonora.
3- Brothers- Roda em torno do próprio rabo e não sai do lugar. Sem contar que americanos e seus filmes de guerra dão no saco de qualquer um. Fazem suas guerrinhas, criam conceitos idiotas de bons e maus num mundo em que todo mundo fede e depois se fazem de vítimas. Bu-hu. Todo o draminha Afeganistão tira o foco do que por si só já da pano pra manga: Cunhados se apaixonando na ausência do irmão/marido.
4- Sherlock Holmes- Fast Food Film. Fui, assisti, me satisfez por duas horas mas nem lembrava mais no caminho de casa. O quão McDelicious é isso? Qualquer cena externa é linda já que é Londres (e tem Parlamento, Tamisa e a construção da London Bridge). Em compensação, até eu que conheço pouco Holmes sei que RDJ tá todo errado. Já o Watson de Jude Law me fez conseguir gostar um pouco mais do filme. Mas esperava mais, mesmo sabendo que seria um BigMac do cinema.
5- Harold and Maude- Como, COMO, COMO eu passei toda a minha vida sem assistir esse filme? Sério, deveria apanhar por tamanha falha... A quantidade de vezes que eu li/escutei sobre ele, e como ele é cult e genial e que Wes Anderson nem existiria sem ele não foram suficientes pra chacoalhar a minha procrastinação. Erro corrigido, entrou pra (seleta) lista de favoritos ever. Harold tem 20, Maude, quase 80, numa história de amor sublime e delicada (e regada a Cat Stevens).
6- The Hangover- Eu sou da opinião de que se é pra chutar o pau da barraca, que seja com estilo. E é isso que The Hangover faz. Se é pra fazer uma comédia escrachada e ultrajante, que assim seja. Três amigos (e um cunhado- o gordo louco que eu já conhecia dum clipe ainda mais louco da Fiona) vão pra Vegas celebrar a despedida de solteiro de um deles e o negócio sai MUITO do controle. Quem já bebeu/se drogou mais do que devia sabe que nem tudo parece tão inverossímil quanto parece. Shit happens e quase sempre você não vai estar sóbrio pra lembrar. Rilitros.
7- Daybreakers- Todo mundo no mundo virou vampiro. E óbvio, falta comida (ou sangue humano). Juro que o trailer me enganou e achei que seria um filme acima da média. Ledo e mortal engano o meu. Não valeria nem os megabites de um download. E de novo, americano TEM que colocar a droga do exército babaca deles em todo filme?
8- Shortbus- Tem uma frase de Quase famosos em que Lester Bangs diz que a vida é isso ai: Amor disfarçado de sexo e sexo disfarçado de amor. Pois é isso o que shortbus é: um grande filme de amor totalmente disfarçado de sexo. Ele pode cair na categoria "filmes de arte com sexo explícito" junto de bobagens como 9 songs mas ele é muito maior que isso. Passado o desconforto de ver cenas de fornicação hetero/homo logo na primeira sequência, o que ele mostra é a história de gente triste e precisando de amor (mesmo tendo muito sexo). Sem contar que as reuniões do Shortbus em questão são algo que só aconteceria em Manhattan mesmo, uma cidade louca e linda como é. E tem o fim, numa alusão a um dos meus livros preferidos (e que infelizmente não entrou na adaptação do cinema) Tudo se ilumina: uma cidade toda iluminada só com a energia orgástica de seus habitantes. Lindo.
9- Shutter Island- É muito bom? Sim. Tava esperando mais? Também. Eu pensei muito antes de falar o que vou falar mas Scorsese engessou. Como Kubrick antes de morrer (bate na madeira, Martin, viva até os 200 anos...). Ele ainda faz filmes acima da média, tecnicamente brilhantes (e nesse caso Shutter Island está anos-luz em qualidade que os últimos) mas não são filmes que blow your mind como eram nos anos 70/80. E o fato de seu pupilo Leo não me descer goela abaixo não ajudam em nada. DiCaprio se tornou assistível depois de sua parceria com Scorsa (e tá mais hominho, o que também ajuda) mas ainda assim, só me faz lembrar com tristeza dos bons tempos de DeNiro, Pesci e Keitel (ah, o deleite de saber que Harvey Keitel num filme de Scorsa vale menos que um centavo...). Só sobrou a nostalgia e alguns momentos de genialidade.
10- Ghost Writter- Pedófilo sim, mas com talento de sobra. Tá, parei. Mas que sai embasbacada do cinema, ah eu sai. Fazia tempo que não assistia um thriller (psicológico e político) tão bem feito, amarrado, bem orquestrado. Simplesmente não sabia qual seria a próxima cena (e não há nada mais delicioso e raro do que isso hoje em dia) e toda hora era uma surpresa e reviravolta sem que fosse artificial. Isso tudo baseado numa premissa até meio rala: escritor pago pra escrever memórias de político controverso. E kuddos pro elenco. Ewan [1], Pierce Brosnan e Olivia Williams (ou Miss Cross, se você tão obcecado em rushmore quanto eu...). E a cena final não sai da cabeça tão cedo.
11- The men who stare at goats- Me apaixonei pela idéia lunática (e verdadeira, como já tinha lido na superinteressante) do trailer de que existiu uma divisão nos exércitos americanos e russos que treinava a paranormalidade de seus oficiais. Por isso Ewan [2] vai em missão com George Clooney no Iraque enquanto a ação se desenrola com Jeff Bridges (e tá vendo, até quando eu não quero citar the dude, ele me obriga, já que é um oficial tão hipponga e drogado quanto Lebowski) e Kevin Spacey no treinamento de Jedis de verdade. A piada interna de falar isso pra Obi-Wan Kenobi é mais uma das muitas loucuras non-sense do filme.
12- Trainspotting- Depois de assistir dois filmes seguidos com o meu primeiro amor Ewan [3]e uma ida até a santa lojinha de dvds da esquina, resolvi dar um upgrade na coleção comprando um velho conhecido meu que só tenho em vhs no Brasil. Quem me conhece sabe que passei minha adolescência assistindo TODO SANTO DIA o fime em questão depois da escola (e isso não é um eufemismo). Mas há anos que não o revia. Pois é, com outros olhos, é um filme que continua genial. Marcou os anos 90 e mereceu. Also: como eu o assistia na frente da minha avó??? Tem que ter muito guts de adolescente fánatica pra tanto. E sim, eu continuo sabendo o monólogo de abertura de cabeça...
13- Network- Um âncora de telejornal velho de guerra já não dá mais audiência e é despedido com aviso prévio. O que ele faz? Se "despede" na transmissão avisando que no seu último dia de trabalho vai estourar os miolos em rede nacional. E isso é só o começo. Já tinha visto anos atrás mas fui no youtube e revi. Clássico de 1976 do Lumet, não poderia ser mais atual. Aliás a genialidade de Peter Finch no seu monólogo sobre estarmos todos de saco cheio é a constatação de que foram mais de 30 anos de mais do mesmo.
14- Shock corridor- A delícia de ser morar em Paris é que uns 30% das salas de cinema da cidade são sempre de filmes clássicos e retrospectivas. E 90% dessas salas se encontram no 5eme e 6eme (meus "bairros"). Ok. Samuel Fuller. Já dizia Hitchcock que um bom diretor não tem que saber explicar um filme em palavras mas sim em imagens. E ninguém mostra melhor uma história que Fuller. Tudo num filme dele é forte, viceral, gráfico. E tê-lo (finalmente) assistido depois de Shutter Island me fez ver as semelhanças entre ambos.
15- Alice no país das maravilhas- Eu tinha jurado de pé junto que não iria assistir esse filme. Mas fui. O 3D ajudou (e não é "abusante" como em Avatar) e bom, eu não gosto de Tim Burton mas sei que ele (quando não carrega na mão) é um diretor acima da média. Ainda bem que o Alice dele ficou do bom lado em que se encontram Big Fish, Ed Wood e Edward mãos de tesoura. Não está esteticamente overloaded (pra um filme sobre o país das maravilhas, claro), a mocinha protagonista não é irritante e fraca como meio mundo andou falando por aí e o chato de galocha do Johnny Depp (oh yes, I did) tá beeem controlado e carismático (e exorcisando a fenda dentária da esposa...). Fiquei até com vontade de ver como seria a releitura dele da primeira ida de Alice (criança) que ele só dá um gostinho num flashback rápido. Desnecessários são os maneirismos de Anne Hathaway e a musiquinha chinfrim no final. Mas até que foi uma experiência não-torturante (tê-lo assistido bêbada talvez tenha ajudado).
(ou: o que andei fazendo no meu tempo livre nos últimos dois meses)
1- Zombieland- Tava esperando "O filme" zoação de zumbis mas me decepcionei. É legal sim, mas Shaun of the dead ganha de mil a zero. Ainda assim, Bill Murray e Woody Harrelson valem.
2- The boat that rocked- Depois de assistí-lo no avião (e sem a devida atenção já que meu cérebro fica mais preocupado em imaginar COMO aquela joça vai cair), segunda oportunidade. Poxa, que filme adorável. As comparações com Quase Famosos podem existir mas são absurdas pois tirando a temática rock'n'roll de décadas passadas e Phil Hoffman, não tem mais nada em comum. Divertidíssimo como o delicioso humor da ilha da rainha. Sem contar o elenco e a trilha sonora.
3- Brothers- Roda em torno do próprio rabo e não sai do lugar. Sem contar que americanos e seus filmes de guerra dão no saco de qualquer um. Fazem suas guerrinhas, criam conceitos idiotas de bons e maus num mundo em que todo mundo fede e depois se fazem de vítimas. Bu-hu. Todo o draminha Afeganistão tira o foco do que por si só já da pano pra manga: Cunhados se apaixonando na ausência do irmão/marido.
4- Sherlock Holmes- Fast Food Film. Fui, assisti, me satisfez por duas horas mas nem lembrava mais no caminho de casa. O quão McDelicious é isso? Qualquer cena externa é linda já que é Londres (e tem Parlamento, Tamisa e a construção da London Bridge). Em compensação, até eu que conheço pouco Holmes sei que RDJ tá todo errado. Já o Watson de Jude Law me fez conseguir gostar um pouco mais do filme. Mas esperava mais, mesmo sabendo que seria um BigMac do cinema.
5- Harold and Maude- Como, COMO, COMO eu passei toda a minha vida sem assistir esse filme? Sério, deveria apanhar por tamanha falha... A quantidade de vezes que eu li/escutei sobre ele, e como ele é cult e genial e que Wes Anderson nem existiria sem ele não foram suficientes pra chacoalhar a minha procrastinação. Erro corrigido, entrou pra (seleta) lista de favoritos ever. Harold tem 20, Maude, quase 80, numa história de amor sublime e delicada (e regada a Cat Stevens).
6- The Hangover- Eu sou da opinião de que se é pra chutar o pau da barraca, que seja com estilo. E é isso que The Hangover faz. Se é pra fazer uma comédia escrachada e ultrajante, que assim seja. Três amigos (e um cunhado- o gordo louco que eu já conhecia dum clipe ainda mais louco da Fiona) vão pra Vegas celebrar a despedida de solteiro de um deles e o negócio sai MUITO do controle. Quem já bebeu/se drogou mais do que devia sabe que nem tudo parece tão inverossímil quanto parece. Shit happens e quase sempre você não vai estar sóbrio pra lembrar. Rilitros.
7- Daybreakers- Todo mundo no mundo virou vampiro. E óbvio, falta comida (ou sangue humano). Juro que o trailer me enganou e achei que seria um filme acima da média. Ledo e mortal engano o meu. Não valeria nem os megabites de um download. E de novo, americano TEM que colocar a droga do exército babaca deles em todo filme?
8- Shortbus- Tem uma frase de Quase famosos em que Lester Bangs diz que a vida é isso ai: Amor disfarçado de sexo e sexo disfarçado de amor. Pois é isso o que shortbus é: um grande filme de amor totalmente disfarçado de sexo. Ele pode cair na categoria "filmes de arte com sexo explícito" junto de bobagens como 9 songs mas ele é muito maior que isso. Passado o desconforto de ver cenas de fornicação hetero/homo logo na primeira sequência, o que ele mostra é a história de gente triste e precisando de amor (mesmo tendo muito sexo). Sem contar que as reuniões do Shortbus em questão são algo que só aconteceria em Manhattan mesmo, uma cidade louca e linda como é. E tem o fim, numa alusão a um dos meus livros preferidos (e que infelizmente não entrou na adaptação do cinema) Tudo se ilumina: uma cidade toda iluminada só com a energia orgástica de seus habitantes. Lindo.
9- Shutter Island- É muito bom? Sim. Tava esperando mais? Também. Eu pensei muito antes de falar o que vou falar mas Scorsese engessou. Como Kubrick antes de morrer (bate na madeira, Martin, viva até os 200 anos...). Ele ainda faz filmes acima da média, tecnicamente brilhantes (e nesse caso Shutter Island está anos-luz em qualidade que os últimos) mas não são filmes que blow your mind como eram nos anos 70/80. E o fato de seu pupilo Leo não me descer goela abaixo não ajudam em nada. DiCaprio se tornou assistível depois de sua parceria com Scorsa (e tá mais hominho, o que também ajuda) mas ainda assim, só me faz lembrar com tristeza dos bons tempos de DeNiro, Pesci e Keitel (ah, o deleite de saber que Harvey Keitel num filme de Scorsa vale menos que um centavo...). Só sobrou a nostalgia e alguns momentos de genialidade.
10- Ghost Writter- Pedófilo sim, mas com talento de sobra. Tá, parei. Mas que sai embasbacada do cinema, ah eu sai. Fazia tempo que não assistia um thriller (psicológico e político) tão bem feito, amarrado, bem orquestrado. Simplesmente não sabia qual seria a próxima cena (e não há nada mais delicioso e raro do que isso hoje em dia) e toda hora era uma surpresa e reviravolta sem que fosse artificial. Isso tudo baseado numa premissa até meio rala: escritor pago pra escrever memórias de político controverso. E kuddos pro elenco. Ewan [1], Pierce Brosnan e Olivia Williams (ou Miss Cross, se você tão obcecado em rushmore quanto eu...). E a cena final não sai da cabeça tão cedo.
11- The men who stare at goats- Me apaixonei pela idéia lunática (e verdadeira, como já tinha lido na superinteressante) do trailer de que existiu uma divisão nos exércitos americanos e russos que treinava a paranormalidade de seus oficiais. Por isso Ewan [2] vai em missão com George Clooney no Iraque enquanto a ação se desenrola com Jeff Bridges (e tá vendo, até quando eu não quero citar the dude, ele me obriga, já que é um oficial tão hipponga e drogado quanto Lebowski) e Kevin Spacey no treinamento de Jedis de verdade. A piada interna de falar isso pra Obi-Wan Kenobi é mais uma das muitas loucuras non-sense do filme.
12- Trainspotting- Depois de assistir dois filmes seguidos com o meu primeiro amor Ewan [3]e uma ida até a santa lojinha de dvds da esquina, resolvi dar um upgrade na coleção comprando um velho conhecido meu que só tenho em vhs no Brasil. Quem me conhece sabe que passei minha adolescência assistindo TODO SANTO DIA o fime em questão depois da escola (e isso não é um eufemismo). Mas há anos que não o revia. Pois é, com outros olhos, é um filme que continua genial. Marcou os anos 90 e mereceu. Also: como eu o assistia na frente da minha avó??? Tem que ter muito guts de adolescente fánatica pra tanto. E sim, eu continuo sabendo o monólogo de abertura de cabeça...
13- Network- Um âncora de telejornal velho de guerra já não dá mais audiência e é despedido com aviso prévio. O que ele faz? Se "despede" na transmissão avisando que no seu último dia de trabalho vai estourar os miolos em rede nacional. E isso é só o começo. Já tinha visto anos atrás mas fui no youtube e revi. Clássico de 1976 do Lumet, não poderia ser mais atual. Aliás a genialidade de Peter Finch no seu monólogo sobre estarmos todos de saco cheio é a constatação de que foram mais de 30 anos de mais do mesmo.
14- Shock corridor- A delícia de ser morar em Paris é que uns 30% das salas de cinema da cidade são sempre de filmes clássicos e retrospectivas. E 90% dessas salas se encontram no 5eme e 6eme (meus "bairros"). Ok. Samuel Fuller. Já dizia Hitchcock que um bom diretor não tem que saber explicar um filme em palavras mas sim em imagens. E ninguém mostra melhor uma história que Fuller. Tudo num filme dele é forte, viceral, gráfico. E tê-lo (finalmente) assistido depois de Shutter Island me fez ver as semelhanças entre ambos.
15- Alice no país das maravilhas- Eu tinha jurado de pé junto que não iria assistir esse filme. Mas fui. O 3D ajudou (e não é "abusante" como em Avatar) e bom, eu não gosto de Tim Burton mas sei que ele (quando não carrega na mão) é um diretor acima da média. Ainda bem que o Alice dele ficou do bom lado em que se encontram Big Fish, Ed Wood e Edward mãos de tesoura. Não está esteticamente overloaded (pra um filme sobre o país das maravilhas, claro), a mocinha protagonista não é irritante e fraca como meio mundo andou falando por aí e o chato de galocha do Johnny Depp (oh yes, I did) tá beeem controlado e carismático (e exorcisando a fenda dentária da esposa...). Fiquei até com vontade de ver como seria a releitura dele da primeira ida de Alice (criança) que ele só dá um gostinho num flashback rápido. Desnecessários são os maneirismos de Anne Hathaway e a musiquinha chinfrim no final. Mas até que foi uma experiência não-torturante (tê-lo assistido bêbada talvez tenha ajudado).

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