Inapta
Na primeira série tinha a Roberta, Vanessa e Milena. Eramos um grupo mas sei que elas brigavam entre si pra ver quem faria par comigo. Isso me marcou pra sempre porque foi ali que eu percebi que eu nunca seria "one of us" de grupo nenhum, mesmo no meu grupinho de amigas da escola.
No ginásio, até que me sai melhor. Era a nerd mas me dava com todos da sala. Claro, relações light e superficiais. Acho que já sentia o povo se cutucando e dizendo que eu sou meio estranha mesmo.
Paranóia? Dúvido. Eu sei que sou estranha. No colegial, o padrão da primeira série se repetiu. Era uma estranha na minha própria panelhinha. Me aturavam (por falta de palavra melhor.)
Na faculdade, onde achei que encontraria mais estranhos (afinal, se você decide fazer cinema, alguma coisa de muito errado você deve ter...) e de novo não me encontrei. Nunca me senti tão deslocada como lá. Mas aprendi a primeira lição. Filtrar pessoas. Meus dois melhores amigos sairam de lá e com eles não me sinto a cabeça de ovo do Freaks.
Sim, eu sou uma inapta social. Eu não gosto de gente e depois desses anos acima citados em que sofri e tentei de muitas formas não ser a "estranha", só percebi que eu não sou como a maioria mesmo. Não dá pra forçar.
Adoraria saber o que as pessoas acham de mim. O que me faz uma bizarra aos olhos alheios. Mas ao mesmo tempo tenho pavor. Eu não me misturo mesmo. Sei disso. Não sou amiga de intimidades. Não abro minha casa pra qualquer um. Nem o que realmente estou pensando. E minhas opniões (quando me importo em soltá-las ao vento) são mal-interpretadas.
Bom, não preciso nem dizer que as meninas au pairs americanas achavam de mim. Nem o que meus ex-alunos (os que lembravam do meu nome) também. Nem o quão difícil tá sendo minha vida aqui - social-wise. Life-wise. And it sucks sometimes.

No ginásio, até que me sai melhor. Era a nerd mas me dava com todos da sala. Claro, relações light e superficiais. Acho que já sentia o povo se cutucando e dizendo que eu sou meio estranha mesmo.
Paranóia? Dúvido. Eu sei que sou estranha. No colegial, o padrão da primeira série se repetiu. Era uma estranha na minha própria panelhinha. Me aturavam (por falta de palavra melhor.)
Na faculdade, onde achei que encontraria mais estranhos (afinal, se você decide fazer cinema, alguma coisa de muito errado você deve ter...) e de novo não me encontrei. Nunca me senti tão deslocada como lá. Mas aprendi a primeira lição. Filtrar pessoas. Meus dois melhores amigos sairam de lá e com eles não me sinto a cabeça de ovo do Freaks.
Sim, eu sou uma inapta social. Eu não gosto de gente e depois desses anos acima citados em que sofri e tentei de muitas formas não ser a "estranha", só percebi que eu não sou como a maioria mesmo. Não dá pra forçar.
Adoraria saber o que as pessoas acham de mim. O que me faz uma bizarra aos olhos alheios. Mas ao mesmo tempo tenho pavor. Eu não me misturo mesmo. Sei disso. Não sou amiga de intimidades. Não abro minha casa pra qualquer um. Nem o que realmente estou pensando. E minhas opniões (quando me importo em soltá-las ao vento) são mal-interpretadas.
Bom, não preciso nem dizer que as meninas au pairs americanas achavam de mim. Nem o que meus ex-alunos (os que lembravam do meu nome) também. Nem o quão difícil tá sendo minha vida aqui - social-wise. Life-wise. And it sucks sometimes.


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