O sentido da vida
Lembro que no fim do filme dos Python (memo to myself: comprar esse filme...) tem a resposta em alto e bom som do tal sentido de estarmos aqui. Que é nenhum. Tipo, vive sua vida aí, curta ao máximo e é isso aí meu irmão.
Acho que todo mundo sabe disso, lá no fundinho do coração. Mas é foda quando o cinto aperta e temos que olhar pro alto (ou pro nada) e perguntar pra Ele (ou pra nós mesmos): Por que EU?
A serious man é sobre isso. Tô tentando escrever sobre ele faz um tempinho. Até fui revê-lo. Acho que os irmãos Coen fizeram a obra prima deles e ninguém percebeu! Genial! Fui achando que iria ver mais um filme com um dos meus temas favoritos (Shalom) mas o negócio é outro.
Bom. O cara do filme é um cara sério. Ou normal. Pagador de impostos. Frequentador do templo. Pai e esposo. Professor. Faz tudo certo. Tudo que manda a Torah. E as leis dos homens. E o juízo. E os bons costumes. E tudo começa a desmoronar pro lado dele. Sabe aquela situação em que os problemas vem um atrás do outro e você (não causador destes desatres) se pergunta por que isso está acontecendo se fosse não fez nada de errado? Então.
Exitem vários filmes que mostram o grande botão de Foda-se ser ligado. Este não. O cara, sério, honesto, tenta ir arrumando tudo. Ou ao menos, "lidar" psicologicamente com tudo mas a bola de neve dele não pára de crescer.
E ele, crente, vai buscar ajuda na fé. As respostas, sabe? E obviamente não encontra nenhuma já que rabinos ou outros líderes espirituais sabem tanto quanto nós (e de tanto pensar sobre o assunto concluiram que o esquema é escutar Jefferson Airplane mesmo por que quem controla a vida? Ou um tornado?).
O filme chega ao seu fim mostrando que bom, se você acredita em algo, bom pra você. Como no genial prólogo, coloque nas mãos do(s) seu(s) deus(es) a explicação de coisas que acontecem sem explicação e tente ser feliz. Se não acreditas em nada, tanto melhor, a falta de crença te deixa mais livre ainda pra saborear o acaso que é a vida de todo mundo. E por meio de religião ou não (já que estamos aqui mesmo e, salvo os suicidas, isso não muda até segunda- e última- ordem...), aprecie com humildade o que a vida lhe dá, como diz a bela frase estampada no primeiro segundo de projeção. Ser correto, mal caráter, judeu ou ateu não mudam em nada o fato de que você SÓ acha que controla a própria vida.
Lembro que no fim do filme dos Python (memo to myself: comprar esse filme...) tem a resposta em alto e bom som do tal sentido de estarmos aqui. Que é nenhum. Tipo, vive sua vida aí, curta ao máximo e é isso aí meu irmão.
Acho que todo mundo sabe disso, lá no fundinho do coração. Mas é foda quando o cinto aperta e temos que olhar pro alto (ou pro nada) e perguntar pra Ele (ou pra nós mesmos): Por que EU?
A serious man é sobre isso. Tô tentando escrever sobre ele faz um tempinho. Até fui revê-lo. Acho que os irmãos Coen fizeram a obra prima deles e ninguém percebeu! Genial! Fui achando que iria ver mais um filme com um dos meus temas favoritos (Shalom) mas o negócio é outro.
Bom. O cara do filme é um cara sério. Ou normal. Pagador de impostos. Frequentador do templo. Pai e esposo. Professor. Faz tudo certo. Tudo que manda a Torah. E as leis dos homens. E o juízo. E os bons costumes. E tudo começa a desmoronar pro lado dele. Sabe aquela situação em que os problemas vem um atrás do outro e você (não causador destes desatres) se pergunta por que isso está acontecendo se fosse não fez nada de errado? Então.
Exitem vários filmes que mostram o grande botão de Foda-se ser ligado. Este não. O cara, sério, honesto, tenta ir arrumando tudo. Ou ao menos, "lidar" psicologicamente com tudo mas a bola de neve dele não pára de crescer.
E ele, crente, vai buscar ajuda na fé. As respostas, sabe? E obviamente não encontra nenhuma já que rabinos ou outros líderes espirituais sabem tanto quanto nós (e de tanto pensar sobre o assunto concluiram que o esquema é escutar Jefferson Airplane mesmo por que quem controla a vida? Ou um tornado?).
O filme chega ao seu fim mostrando que bom, se você acredita em algo, bom pra você. Como no genial prólogo, coloque nas mãos do(s) seu(s) deus(es) a explicação de coisas que acontecem sem explicação e tente ser feliz. Se não acreditas em nada, tanto melhor, a falta de crença te deixa mais livre ainda pra saborear o acaso que é a vida de todo mundo. E por meio de religião ou não (já que estamos aqui mesmo e, salvo os suicidas, isso não muda até segunda- e última- ordem...), aprecie com humildade o que a vida lhe dá, como diz a bela frase estampada no primeiro segundo de projeção. Ser correto, mal caráter, judeu ou ateu não mudam em nada o fato de que você SÓ acha que controla a própria vida.

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