Whip it
Imaginem a menina de Juno. A moça do Saturday Night Live que imita várias vozes com perfeição. Aquela maluca que é dublê pro Tarantino. Duas mudas desconhecidas. A menina do ET (também dirigindo o filme em questão). A rapper Eve. Todas de patins num "time" treinado pelo terceiro irmão Wilson (que eu só conhecia por que ele também é o treinador da escola Rushmore...) desafiando outro bando de malucas em patins comandadas pela Juliette Lewis (e eu tenho MUITO medo da Juliette Lewis). Tá aí um dos filmes mais legais do ano que passou (ou começa aqui...)
Primeiro que pro seu primeiro filme, Drew Barrymore se cercou tecnicamente de muita gente boa e assim, o filme é todo bem amarradinho, bonitinho, bem feitinho. Segundo que ela também pegou gente muito boa pra frente das câmeras. Todo mundo atuando legalzinho, sem maneirismos ou esteriótipos. E chega de diminutivos por que, terceiro, esse é um filme sobre roller derby, e se você der uma youtubada no termo, vai ficar chocado com o que essas moças fazem num rink de patinação oval na vida real. É praticamente um futebol americano de tão violento ( e talvez piorado, já que é on wheels) e dá pra entender todo o tom do filme.
O que faz desse um filme bem mais real (e legal) é que os clichês não existem. Drew brinca com eles, chega bem perto de cair na tentação, mas dribla e marca um gol:
1. Bliss, a menina, é tão comum, tão comum, que você se afeiçoa a ela. (Ah, Ellen Page, teria te adorado se você fosse essa menina em Juno...).
2. A família também. A mãe não é a facista insuportável que poderia ser. Muito pelo contrário. O pai também: Fofo mas sabe se impor quando necessário. A própria interação entre casal os mostra bem humanos.
3. As garotas de patins são um bando de porralocas como se imagina e pelo fato de serem poucas e divididas em grupos, ficam todas juntas e o conflito que existe não cai no lugar comum da maioria dos filmes de esportes. Não existem "vilões". E palmas pra Juliette Lewis, que se mostra quase amedrontadora mas que é só o jeito dela de ser mesmo, sem querer ferrar com ninguém.
4. E palmas pro filme por colocar o amor de lado e mostrar que uma garota pode e deve se apaixonar por um garoto sim mas quando ela se apaixona por ALGO, é isso que ela vai colocar em primeiro plano. (E abafa o caso que ficou totalmente na cara que um certo baterista brasileiro de uma certa banda indie novaiorquina totally usou a mesma desculpa da camiseta pra se livrar da culpa da traição e Drew totally usou as mesmas palavras da menina do filme pra se livrar do traste...)
5. Ah, a trilha sonora é ótima. E quem não adora uma boa música caminhando lado a lado com um filme delicioso como este?
Primeiro que pro seu primeiro filme, Drew Barrymore se cercou tecnicamente de muita gente boa e assim, o filme é todo bem amarradinho, bonitinho, bem feitinho. Segundo que ela também pegou gente muito boa pra frente das câmeras. Todo mundo atuando legalzinho, sem maneirismos ou esteriótipos. E chega de diminutivos por que, terceiro, esse é um filme sobre roller derby, e se você der uma youtubada no termo, vai ficar chocado com o que essas moças fazem num rink de patinação oval na vida real. É praticamente um futebol americano de tão violento ( e talvez piorado, já que é on wheels) e dá pra entender todo o tom do filme.
O que faz desse um filme bem mais real (e legal) é que os clichês não existem. Drew brinca com eles, chega bem perto de cair na tentação, mas dribla e marca um gol:
1. Bliss, a menina, é tão comum, tão comum, que você se afeiçoa a ela. (Ah, Ellen Page, teria te adorado se você fosse essa menina em Juno...).
2. A família também. A mãe não é a facista insuportável que poderia ser. Muito pelo contrário. O pai também: Fofo mas sabe se impor quando necessário. A própria interação entre casal os mostra bem humanos.
3. As garotas de patins são um bando de porralocas como se imagina e pelo fato de serem poucas e divididas em grupos, ficam todas juntas e o conflito que existe não cai no lugar comum da maioria dos filmes de esportes. Não existem "vilões". E palmas pra Juliette Lewis, que se mostra quase amedrontadora mas que é só o jeito dela de ser mesmo, sem querer ferrar com ninguém.
4. E palmas pro filme por colocar o amor de lado e mostrar que uma garota pode e deve se apaixonar por um garoto sim mas quando ela se apaixona por ALGO, é isso que ela vai colocar em primeiro plano. (E abafa o caso que ficou totalmente na cara que um certo baterista brasileiro de uma certa banda indie novaiorquina totally usou a mesma desculpa da camiseta pra se livrar da culpa da traição e Drew totally usou as mesmas palavras da menina do filme pra se livrar do traste...)
5. Ah, a trilha sonora é ótima. E quem não adora uma boa música caminhando lado a lado com um filme delicioso como este?

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