Sunday, January 03, 2010


I am sterdam too...


É muito difícil pra alguém que nasceu num país gigantesco como o meu (do qual eu só conheço 4 estados e olha lá...) "realizar" que em 3 horas de trêm da pra cruzar paises (no plural). Mas, vamos lá... em uma manhã: à bientôt France, oi e tchau Bélgica e hello, hello Holland!

Tudo é lindo mesmo, como a gente sempre ouviu falar. E morando na cidade dos grossos*, chegar num lugar onde não se empurra, bufa ou tá azedo pro mundo é uma delícia.

Como o lema do bom viajante é se perder pra se encontrar, óbvio que as primeiras horas foram pra tomar vários olés dos ônibus e trams no meio da neve e dum frio que, minha mãe, só Deus.

Hotel bom (ah, o prazer de trabalhar mais e negar a existência dos albergues), hora de ir pra esbórnia.

Downtown. DAM square. Coisa linda de Jesus. Estômago nas costas e lá fomos nós comer um bifão num lugar chamado Pampas. Só argentino. E eu caindo na besteira de dizer de onde era. Muuuuito bem tratada, todo mundo vindo perguntar se era mesmo brasileña. A americana riu mas eu ainda acho que esfregaram meu steak na privada...

Muitos canais. Bicicletas à rodo (e totalmente avulsas, sem nenhum cadeado). Gente jovem, bonita, feliz. E uma segurança absurda. Duas moças podem literalmente andar sozinhas whenever às 4 da matina sem que nada aconteça, MESMO.

À procura do souvenir de ouro**, adentramos o Red District. Cafés onde ninguém toma café, pequenas vendinhas onde você escolhe qual e quanto quer da sua cannabis de preferência e lojas de consolos e vibradores mais chiquetosas que as de roupa da Oscar Freire. Já as moças nas janelinhas me deram dó. Desculpem o preconceito, mas todas eram muito velhas/gordas/com cara de travesti considerando a fama do lugar.

Dia 2. Panquecas holandesas. Mais bate perna. Num denial profundo, "lemos" (nem sei falar obrigada em dutch, pense...) que os ônibus parariam das 8-8:30. Lá pelas 11 da noite do dia 31 de dezembro, descobrimos que aquele hífen ali no horário, em holândes, significa entre e acabou. NEN BUS. Fudeu. Toca pegar táxi e num strike of luck chegar no Museum square com show, fogos de artifício e noite salva. Feliz 2010 a noite toda!

Dia 3. Hora de ir embora. Cafés holandeses 1 x 0 Museus. Nenhum! Mas fica a desculpa pra voltar e ver Van Gogh, não?? Até por que, se no frio que pegamos a animação foi suprema, quero só imaginar como deve ser no verão... Parada antes de ir pra estação pra tirar foto no I am Sterdam e comer batata com maionese e tchau!!!

* Mesmo tendo um ódiozinho eterno por Paris, eu sinto falta dela quando viajo. Fiquei até feliz quando a tia do tabac bufou pra mim na noite de retorno. Ma ville m'a manquée tellement...

** My my my my my wooden shoes!!