Sunday, March 08, 2009

Watch, men

Eu ainda não sei se gostei ou não de Watchmen. Experiências anteriores me provam que nunca saberei a resposta ao certo.
Eu não conhecia nada dos quadrinhos (claro) e escutei muita crítica ruim (antes do lançamento) e boa (dias depois). E ainda acho que o filme é um mezzo muzarella, mezzo calabresa.
O diretor Zack Snyder fez Madrugada dos Mortos com muito poucos erros. Por isso este é meu filme de zumbi favorito. 300 é irregular pra caramba. Por isso é só um filme visulmente lindo com o meu marido de sunga de couro. Watchmen é a síntese disso tudo.
Quando acerta, é genial. Mas quando erra, é uma catástrofe retumbante. É um filme que não conhece sentimentos mornos.
Pense por exemplo nos créditos iniciais. Eu pagaria fácil só pra assití-los de novo (e sairia sem dó do cinema after them…). A música, o presente/passado paralelo, a fotografia e direção de arte vintages à la 50’s. Tudo grita genialidade.
Bem como todas as cenas que mostram os minutemen. Uma nostalgia faz com que os personagens deste passado pareçam infinitamente mais interessantes que os do presente 1985. Talvez ao fato de Carla Gugino e Javier Bardem Morgan (yes, that’s his name to me) serem mais convincentes do que Patrick Wilson (chato e insosso), Malin Akerman (se é que o que ela mostra ali pode ser chamado de atuação) e Matthew Goode (se é que o que ele mostra ali pode ser chamado de atuação²).
Já Jackie Earle Haley (que é a única coisa que lembro de bom de Pecados Intimos) é oficialmente o ator que só deve interpretar loucos, psicopatas e estranhos no cinema de hoje. Rorschach dá medo. Tanto quanto O teste Rorschach (como um borrão pode definir sua sanidade? Hã?? Hã???)
E se a primeira metade é muito cheia de acertos, do meio pro fim, eu odiei quase tudo por três motivos:
Como (repito) nunca li a graphic novel, não posso saber o quão tatibitati o original é mas, Deus, as falas são tão phony e superficiais que dão arrepios. Tudo é tão explicadinho, falado com todas as letras que parecia diálogo de novela de Manoel Carlos. Pô, ninguém fala daquele jeito, nem num universo paralelo em que Nixon é presidente 3 vezes seguidas. Não deu pra engolir.
E como (de novo) não li a mesma graphic novel, impossível saber o quão Dr.Manhattan é um porre lá também. A postura “semi-Deus só porque sou radioativo e você não” que só faz filosofar encheu 10 minutos depois de começar. E nem me faça falar dos olhinhos de cachorro abandonado. Foi ódio à primeira vista, tipo Stormy em X-men. E acho que odiaria o personagem caso lesse a novel, também. Cara chato da porra…
E por fim. A cena de sexo. Em todo filme de Snyder tem uma cena (ou outras) que faz você pensar em que raios ele estava pensando pra perder a mão daquele jeito. Pois é, a cena de sexo me fez ter vergonha de gostar de cinema. A música (que ainda bem não ter sido a versão de Jeff Buckley), a artificialidade, o, hum, “orgasmo” via fogo (sério, eu sei…), tudo aquilo é tão errado que eu nem sei como terminar. A gente entendeu, super heróis get their mojo pelos uniformes e salvando a pátria, WE GOT IT…

"Good grief, Dr. Manhattan!"