Ódio
É uma palavra forte. Até por que até o momento em que você sentir isso de verdade, acha que qualquer raivinha por aí é a mesma coisa. Não é.
Tô tentando achar coisas que odeie. Pessoas até, mas não consegui. Tipo, barata (é mais nojo), filmes do Glauber Rocha (muito mais raiva da prepotência alheia), gente que joga lixo na rua ou bate em animais, mas até esses seres me despertam dó de serem tão mediocres do que ÓDIO mesmo.
Por isso, saber que eu sou odiada por alguém, que existe uma pessoa na Terra que me olha com sangue nos olhos me incomoda. Muito.
Há um ano atrás eu comecei um semestre com uma turma. E sala de aula é igual namoro: se não rola química, esquece. Com essa sala, devo admitir, não teve liga. Tudo bem, não foi a primeira, muito menos a última. E tinha UMA MOÇA lá. Ela se apaixonou pelo professor anterior e não aceitou bem o fato de que eu não era ele. Antipatia à primeira vista total que se tornou desrespeito mesmo. Ela- uma adulta- não me respeitava nem como profissional, muito menos como ser humano. Se não a odeio, ao menos odiava toda santa aula em que ela estava presente. De ter saido minutos antes os largando lá sozinhos, de perder a paciência e os alunos percebrem (o que nunca tinha me acontecido), de gente na escola achar que eu ia pedir as contas tamanho o nervoso.
Ai veio A MOÇA lá, me achando no Orkut, pedindo desculpas, dizendo que as aulas eram “válvula de escape” pros problemas externos dela.
Olha, sou amiga de muito poucos alunos, dou abertura pra alguns outros tantos mas gosto bem de separar eu- cívil de eu- teacher. Principalmente com gente que não mostra a menor consideração e depois vem te usar de psicóloga grátis.
Levei no banho-maria, empurrei com a barriga até o último dia de tortura/aula, errei logo a nota dela no boletim (sabe ato falho? Ah, o cérebro humano…) e quando tudo acabou, taquei o delete na criatura do meu Orkut (que é pessoal e não pra fazer média com quem não gosto).
A história é longa mas eis o desfecho:
A MOÇA me odeia. De pegar professores nos corredores e falar mal. De SÓ fazer matrícula se souber explicitamente que eu não serei a teacher dela. De me olhar (como ontem, duas vezes) e eu me sentir fisicamente mal com a quantidade de “boas” energias vindas em minha direção. De dar medo, em suma.
Eu não a odeio, juro. Até daria aula de novo pra ela. No probs. Mas chega a assustar saber que num mundo tão grande, com tanta gente, tem UM SER que se pudesse, passaria com um carro em cima de mim por puro e simples ÓDIO.
Não queira passar por isso…
Tô tentando achar coisas que odeie. Pessoas até, mas não consegui. Tipo, barata (é mais nojo), filmes do Glauber Rocha (muito mais raiva da prepotência alheia), gente que joga lixo na rua ou bate em animais, mas até esses seres me despertam dó de serem tão mediocres do que ÓDIO mesmo.
Por isso, saber que eu sou odiada por alguém, que existe uma pessoa na Terra que me olha com sangue nos olhos me incomoda. Muito.
Há um ano atrás eu comecei um semestre com uma turma. E sala de aula é igual namoro: se não rola química, esquece. Com essa sala, devo admitir, não teve liga. Tudo bem, não foi a primeira, muito menos a última. E tinha UMA MOÇA lá. Ela se apaixonou pelo professor anterior e não aceitou bem o fato de que eu não era ele. Antipatia à primeira vista total que se tornou desrespeito mesmo. Ela- uma adulta- não me respeitava nem como profissional, muito menos como ser humano. Se não a odeio, ao menos odiava toda santa aula em que ela estava presente. De ter saido minutos antes os largando lá sozinhos, de perder a paciência e os alunos percebrem (o que nunca tinha me acontecido), de gente na escola achar que eu ia pedir as contas tamanho o nervoso.
Ai veio A MOÇA lá, me achando no Orkut, pedindo desculpas, dizendo que as aulas eram “válvula de escape” pros problemas externos dela.
Olha, sou amiga de muito poucos alunos, dou abertura pra alguns outros tantos mas gosto bem de separar eu- cívil de eu- teacher. Principalmente com gente que não mostra a menor consideração e depois vem te usar de psicóloga grátis.
Levei no banho-maria, empurrei com a barriga até o último dia de tortura/aula, errei logo a nota dela no boletim (sabe ato falho? Ah, o cérebro humano…) e quando tudo acabou, taquei o delete na criatura do meu Orkut (que é pessoal e não pra fazer média com quem não gosto).
A história é longa mas eis o desfecho:
A MOÇA me odeia. De pegar professores nos corredores e falar mal. De SÓ fazer matrícula se souber explicitamente que eu não serei a teacher dela. De me olhar (como ontem, duas vezes) e eu me sentir fisicamente mal com a quantidade de “boas” energias vindas em minha direção. De dar medo, em suma.
Eu não a odeio, juro. Até daria aula de novo pra ela. No probs. Mas chega a assustar saber que num mundo tão grande, com tanta gente, tem UM SER que se pudesse, passaria com um carro em cima de mim por puro e simples ÓDIO.
Não queira passar por isso…

<< Home