Saturday, January 10, 2009

Humor: comédia

Sem cérebro: Já tinha ouvido falar de Idiocracy, principalmente em sites childfree, como mais um argumento interessante sobre porque não procriar. Fui checar e tem o Luke Wilson (que dá medo quando não faz filmes do Wes Anderson) e Maya Rudolph (que de bom só fez ter uma filha com o PT Anderson) mas fui ver do mesmo jeito. Sabe-se lá Deus por que é que eu gostei do filme mas é divertido. E ainda passa a mais batida e ignorada mensagem ever: Os inteligentes estão sendo derrotados numericamente pelos idiotas. E de lavada, por sinal! Além de dar uma prévia (nem tão irreal) de como será o futuro nem mesmo tendo que pular pra 500 anos no futuro.

Aprovado por dois genios de gerações díspares
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Com muito cérebro: Meses atrás lembro de ter passado na frente do cinema e visto o poster de Tempestade Tropical. Pô, meu preconceito pensou, filme do Ben Stiller, no way... ai comecei a ler coisas ótimas sobre este mas sempre esquecia de tomar providências à respeito (leia: assistí-lo). Pois bem, não cometa a mesma burrada que eu e vá atrás de um dos filmes mais legais do ano (ou de anos). Só os trailers do começo já valem pelo trabalho. Now, o filme: quatro estrelas de Hollywood vão pro meio do Vietnã filmar um best-seller de um ex combatente. E ai rolam gastos excessivos de verba, egos inflados, diretor com o cu na mão e produtor fodão (fodasticamente interpretado por um Tom Cruise não se levando a sério ou se sentindo o rei da coxinha de catupiry como faz em 99,9% dos seus filmes e garantindo um cameo hi-lá-rio) respirando na nuca e ameaçando acabar com tudo. O resto, só assistindo e se rolando de rir. Outros pontos positivos são Jack Black não seguindo a cartilha Jim Carreyana de caras e bocas e Robert Downey fucking damn Chaplin Homem de Ferro NEGÃO Jr. roubando o filme à mão armada (e amaria se roubasse o Oscar de coadjuvante do coringa as well- pô, Heath Ledger tá morto mesmo, nem vai ligar...)

RDJ mulato também aprova...
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À francesa: São tantos os filmes francófilos que vem passando pela minha vida que eu tô quase aprendendo a falar a língua e me mudando pra lá. Ha, piadinha interna besta pra depois, o melhor das comédias francesas não são as mesmas e sim uns filmes très bizarres que adotam um humor involuntário abissal. Deve ser por isso que ninguém gosta de filmes da terrinha...entram no cinema querendo seriedade, ares blasé, cigarrinho e amores languidos e esquecem que não dá pra levar nada disso a sério, não! Base disso são os filminhos de Christophe Honoré. Vai dizer que aquilo ali não é uma pantomina sem fim? Depois de Canção de Amor, fui ver A bela June. Hilário, je vous dis. Eita povinho pra fazer caras e bocas, se apaixonar em segundos, se matar do nada, sofrer de amor de deixar adolescente emo com inveja e cantar do nada. Sem nunca pentear os cabelos! A-do-ro! Tudo mais drama queen do que eu... só rindo.

Louis Garrel m'a dit qu'il approuve aussi!