Risca um da lista aí em baixo…
Não, ainda estou trabalhando, sóbria, acordando às 10 da manhã e meu celular é o mesmo tijolo tosco de sempre…mas os filmes, ah, esses eu assisti!
REC
Tá, não foi no cinema, e sim “in the exclusive way”, e devo dizer. GRAÇAS A DEUS. Ter assistido esse filme em lugar público teria me posto em saia justíssima… muito susto pra pouco espaço espasmático* de uma poltrona de cinema.
Tudo começa bem tranquilinho, como todo filminho de zumbi deve começar. Uma mocinha (absurdamente parecida com a Marisa Tomei). Seu cameraman. Um quartel (é esse o termo??) de bombeiros. Uma chamada nada emergencial. Uma velha moradora de um prédio dando piti no meio da noite. E aí, xuxus, a coisa degringola de vez. A velha alucinada já meio transformada em zumbi alucinado em atitude típica: morder pessoas ao redor, claro. Os outros moradores mais perdidos que cego em tiroteio -ou você assistindo o filme- e baixa a polícia, do lado de fora, cercando o prédio em questão. Quem tá dentro não sai. Quem tá fora não entra. Todo mundo de quarentena. Só não se sabe do que. Comecei a cogitar uma raiva louca. Mais gente é mordida. Os quase-mortos voltam a viver. Todo mundo, com força extraordinária. Seja raiva ou esquistossomose, a questão é: tão tudo virando zumbi, mesmo! E o fim, claro, mais filme de comedor de miolos impossível. Quem entende, sabe o que eu quero dizer. E nem esperem menos sustos. Uma cena em questão, da menina Medeiros (uma zumbi com o meu sobrenome, que lisongeiro!!!!!) aparecendo quase me fez destruir meu notebook sem querer. E a derradeira cena, meio cópia da Bruxa de Blair. Mas sem perder a força. Filmaço. Ah, zumbis…como não amá-los loucamente se só alegrias e sustos me trazem???
*Existe um cara aí, típico malandro carioca, gente boa pra caralho mas que não sabe assistir filmes de terror muito bem não. E graças a ele, o termo “espasmo” é hoje relacionado ao grau de medo de um filme. Maior a flexão de perna do moço assistindo o filme (seguido de berros que te assustam mais que a cena em questão), maior a densidade de cagaço do negócio. Tipo uma escala Richer pra filmes de terror.
Eu, meu irmão e nossa namorada.
Bom, num título que beira o rídiculo de tão óbvio, já é sabido que Steve Carrell se apaixona perdidamente (e depois de algumas horas) por Juliette Binoche e descobre que ela é a nova namorada do seu irmão mais novo. Entre esse começo e o fim (claro, com ela ficando com o irmão certo, HA!) algumas outras coisas acontecem…
- Uma grande reunião de família. Eu não sei se amo ou odeio esses perfect clans que aparecem nos filmes. Quem faz das cruzadinhas do domingo de manhã do jornal um game com até as crianças vibrando de emoção? Depois a nerd sou eu… E existe coisa mais chata do que famílias que fazem show de talentos (aparentemente não somente desse lado do Atlântico como na França as well…Merci, Conto de Natal)???
- Filhos ingratos. Em mais uma demonstração de porquê NUNCA procriar (além dos programas do discovery home & health), eis três rebentas que não parecem se importar nem um pouco com o ótimo pai viúvo que têm e, egoístas que são, ainda o acusam o tempo inteiro. Melhor final seria ter largado as três bastardas na freeway antes de ir atrás da cunhada/namorada.
- Sondre Lerche. Que trilha sonora adorável quase toda composta pelo cidadão. Destaque pra música do fim, Modern Nature. Quem disse que eu consigo parar de escutar?
-Os atores: 1.Dan Cook parece O Duda (o que acontece que todo filme me lembra meu cunhadinho? Eu preciso ir pro Rio mesmo!!!!). 2. Juliette Binoche não tem olhar blasé. Qu’est-ce que ce passe??? 3. E Steve Carrell. Meu amor por esse cara começou desde que o vi, virgem, 40 anos, e muito talento. Ao contrário de Will Ferrel, Jack Black ou Jim Carrey (bons comediantes, melhores quando sérios) Carrell faz você rir sem estar rindo. O grau de perdedorismo de todos os seus personagens é o que faz dele engraçado. O humor dele é melancólico já que você ri dele mas sente uma estranha afinidade com sua tristeza. E ele nunca repete um personagem. Virgem. Patrão sem noção. Viúvo bonaçhão. Ele sempre está diferente
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Não, ainda estou trabalhando, sóbria, acordando às 10 da manhã e meu celular é o mesmo tijolo tosco de sempre…mas os filmes, ah, esses eu assisti!
REC
Tá, não foi no cinema, e sim “in the exclusive way”, e devo dizer. GRAÇAS A DEUS. Ter assistido esse filme em lugar público teria me posto em saia justíssima… muito susto pra pouco espaço espasmático* de uma poltrona de cinema.
Tudo começa bem tranquilinho, como todo filminho de zumbi deve começar. Uma mocinha (absurdamente parecida com a Marisa Tomei). Seu cameraman. Um quartel (é esse o termo??) de bombeiros. Uma chamada nada emergencial. Uma velha moradora de um prédio dando piti no meio da noite. E aí, xuxus, a coisa degringola de vez. A velha alucinada já meio transformada em zumbi alucinado em atitude típica: morder pessoas ao redor, claro. Os outros moradores mais perdidos que cego em tiroteio -ou você assistindo o filme- e baixa a polícia, do lado de fora, cercando o prédio em questão. Quem tá dentro não sai. Quem tá fora não entra. Todo mundo de quarentena. Só não se sabe do que. Comecei a cogitar uma raiva louca. Mais gente é mordida. Os quase-mortos voltam a viver. Todo mundo, com força extraordinária. Seja raiva ou esquistossomose, a questão é: tão tudo virando zumbi, mesmo! E o fim, claro, mais filme de comedor de miolos impossível. Quem entende, sabe o que eu quero dizer. E nem esperem menos sustos. Uma cena em questão, da menina Medeiros (uma zumbi com o meu sobrenome, que lisongeiro!!!!!) aparecendo quase me fez destruir meu notebook sem querer. E a derradeira cena, meio cópia da Bruxa de Blair. Mas sem perder a força. Filmaço. Ah, zumbis…como não amá-los loucamente se só alegrias e sustos me trazem???
*Existe um cara aí, típico malandro carioca, gente boa pra caralho mas que não sabe assistir filmes de terror muito bem não. E graças a ele, o termo “espasmo” é hoje relacionado ao grau de medo de um filme. Maior a flexão de perna do moço assistindo o filme (seguido de berros que te assustam mais que a cena em questão), maior a densidade de cagaço do negócio. Tipo uma escala Richer pra filmes de terror.
E REC tem um nível 5 na escala de Espasmo-Dudaístico. Susto na certa…
Eu, meu irmão e nossa namorada.
Bom, num título que beira o rídiculo de tão óbvio, já é sabido que Steve Carrell se apaixona perdidamente (e depois de algumas horas) por Juliette Binoche e descobre que ela é a nova namorada do seu irmão mais novo. Entre esse começo e o fim (claro, com ela ficando com o irmão certo, HA!) algumas outras coisas acontecem…
- Uma grande reunião de família. Eu não sei se amo ou odeio esses perfect clans que aparecem nos filmes. Quem faz das cruzadinhas do domingo de manhã do jornal um game com até as crianças vibrando de emoção? Depois a nerd sou eu… E existe coisa mais chata do que famílias que fazem show de talentos (aparentemente não somente desse lado do Atlântico como na França as well…Merci, Conto de Natal)???
- Filhos ingratos. Em mais uma demonstração de porquê NUNCA procriar (além dos programas do discovery home & health), eis três rebentas que não parecem se importar nem um pouco com o ótimo pai viúvo que têm e, egoístas que são, ainda o acusam o tempo inteiro. Melhor final seria ter largado as três bastardas na freeway antes de ir atrás da cunhada/namorada.
- Sondre Lerche. Que trilha sonora adorável quase toda composta pelo cidadão. Destaque pra música do fim, Modern Nature. Quem disse que eu consigo parar de escutar?
-Os atores: 1.Dan Cook parece O Duda (o que acontece que todo filme me lembra meu cunhadinho? Eu preciso ir pro Rio mesmo!!!!). 2. Juliette Binoche não tem olhar blasé. Qu’est-ce que ce passe??? 3. E Steve Carrell. Meu amor por esse cara começou desde que o vi, virgem, 40 anos, e muito talento. Ao contrário de Will Ferrel, Jack Black ou Jim Carrey (bons comediantes, melhores quando sérios) Carrell faz você rir sem estar rindo. O grau de perdedorismo de todos os seus personagens é o que faz dele engraçado. O humor dele é melancólico já que você ri dele mas sente uma estranha afinidade com sua tristeza. E ele nunca repete um personagem. Virgem. Patrão sem noção. Viúvo bonaçhão. Ele sempre está diferente
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