Monday, November 10, 2008

Guilty Pleasures

Ontem, que se não foi um Sunday Morning em New Jersey foi um domingo à noite no Via Funchal, tive a lavagem de alma que eu (muito) precisava e que só uma banda de pop chiclete com 5 meninos fofos consegue fazer, cantando a trilha sonora da vida que eu nunca mais vou ter.


Cantei, de olhos fechados, lembrando de casa
(e sem me achar muito velha pra tudo isso...)
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Hoje, após perder na Mostra e de novo no Noitão, consegui assistir Rebonine, por favor, “exclusive way”.
Lilian disse ter detestado. Dri só assistiu até o começo e desisitiu. Mário, sem assistir, ouviu falar que é “sessão da tarde” pura. E lá fui eu…
Sempre me pergunto o que me fez virar essa cinéfila bitolada de hoje. Minha avó, que sabia o nome de todo e qualquer ator a dar as caras em Hollywood dos anos 30 aos 60? Minha (boa) solidão de filha única que sempre encontrou companhia na tv? O fatídico dia de 1990 em que conheci Travis Bickle? Genes, dna, destino?
Fato é, minha vida (e cinefilia) seria NADA sem a sessão da tarde. Sem Sloth querendo chocolate, Babe não sendo colocada no canto, DeLorean me levando pro passado, crianças voando de bicicleta e é isso o que o novo filme de Michel Gondry tem de melhor.
Esqueça os furos no roteiro, o fato de Jack Black estar alcançando níveis Jim Carreyísticos de chatice e só ficar assistível quando esquece que está sendo filmado. Rebobine é o tipo de filme que foi feito pra quem gosta muito de cinema. As fitas “sweded” são uma das coisas mais legais já vistas. E a melancolia (meio cinema paradiso) do fim valem por tudo que é meia-boca. É filme sessão da tarde sim, em toda sua non-sense e tosquice. O que me fez até mais feliz por ter assistido deitada no sofá. No meio da tarde.

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Mamãe tirou o gesso e anda livre.
Obama- o messias Afro-American- ganhou.
Vale a pena comentar ambos os fatos...