C’est fini!
Numa mostra com gosto de chuchu que cansou antes da repescagem, eis o placar final:
-20 filmes dos quais 4 eram franceses e entendi muito (senão quase tudo) e 4 que me levaram às lágrimas;
-2 aparições de gente fedida;
-2 aparições de gente que devia estar num jogo de várzea na Mooca;
-1 mãe e 1 melhor amigo com pés trincados ou torcidos por andarem comigo;
-2 pessoas famosas - Rodrigo Amarante (Loser Mano!!!) e Caco Ciocler (ele e seu nariz me perseguem, ó céus...)
Sonata de Tóquio nota 9,0- O melhor da Mostra. Retrata os conflitos de uma sociedade tão conservadora como a japonesa que, como todas as outras do mundo, está sofrendo crises e mudanças de ordem e estrutura de uma maneira singela e sutil- bem como são seus personagens. E como toda boa pessoa contida e centrada que ao sofrer constantes abalos vai rolando vagarosamente sua bola de neve interna até que ela desabe ladeira a baixo, a fatídica noite em que tudo sai dos trilhos é linda e passa longe da apelação que faz com que sintamos dó da família retratada e torçamos pra que ao menos todos eles consigam ser felizes, mesmo que da sua maneira. E se essa maneira for positiva, feliz e com um dos garotinhos japoneses mais adoráveis tocando A MELHOR SONATA que um piano pode tocar, melhor ainda.
O homem que ri nota 9,0- Nota que nem cabe tanto ao filme mas pra toda a experiência em si. Filmes mudos com acompanhamento musical ou narração são algo totalmente diferente do que conhecemos como cinema hoje em dia e ver um filme tão bem feito (se considerarmos a época e os recursos) com uma orquestra foi o melhor e mais excepcional da motra. Ps: tenho que aprender a tocar violino…
Hanami- Cerejeira em flor nota 8,5- Sempre vemos pais como seres intrusivos, antiquados e que não se cansam de nos importunar (acredite, com Dona Cida de perna quebrada um mês em casa, essa mostra também serviu pra que eu não cometesse matricídio) mas quase nunca é mostrado como nós, os filhos (muitas vezes da puta) adoramos colocar nossos genitores numa caixinha cheia de clichês e esquecemos que eles foram homens e mulheres cheio de erros e qualidades e vida bem antes de nascermos. Filme lindo de uma esposa que ama seu marido e um marido que ama sua esposa e juntos são uma força contra os filhos, aqueles seres estranhos que sairam deles. Adicione Japão (e suas estranhezas), o Monte Fuji (e sua timidez) e a triste beleza daqueles casais que passam uma vida juntos e morrem quase juntos também. E a realidade de como muitas vezes completos estranhos te entendem melhor do que aqueles que são chamados de sua família.
Encontro às cegas nota 8,5- Só por ter Patricia Clarkson e Stanley Tucci nos papéis (mais que) principais já faz deste um filme especial. Mas a história de um casal que tenta aflorar o amor que está ali em algum lugar escondido desde uma tragédia é tão tocante que o fim (e sua única decisão- radical mas melhor do que a separação e mais uma dor a ser enfrentada) não choca mas comove e pode até ser aceita por pura empatia pela dor dos dois personagens.
Vicky Cristina Barcelona nota 8,5- Uma dica para o senhor Allen. Woody, keep it happy! Alto astral, ótimo humor, tiradas maravilhosas, uma Espanha bela com espanhóis mais belos ainda (Angelina Jolie e Brad Pitt como casal mais bonito? As if, Javier Bardem e Penélope Cruz os desbancam fácil, fácil…). Se Allen largasse de vez por todas Scarlet Johanson e colocasse alguém com mais sal e menos prepotência, o filme seria perfeito.
O casamento de Raquel nota 8,0- Jonathan Demme sabe conduzir bons dramas. What the hell, ele conseguiu transformar um canibal em alguém aceitável, humano e até uma história que implorava por pieguice como Filadélfia em algo assistível. Por isso, o casamento de Raquel tem muito drama mas muitas voltas por cima e nuances que fazem com que ninguém seja totalmente vilão ou mocinho. Até o ato final que se arrasta fazendo com que se pergunte se tudo aquilo é um casamento ou um World Loolapaloosa é perdoado pela linda letra de Unknown Legend recitada como voto de casamento… Ah, e Anne Hathaway que é sempre muito linda e talentosa.
Trato é trato nota 8,0- Ah, o humor britânico que consegue extrair risos de tudo que é tragédia e ri da própria desgraça (mesmo que seja o suicídio). Sem saber, acabei entrando na melhor comédia dramática da Mostra.
Queime depois de ler nota 8,0- Bom filme de comédia (gênero que os irmãos Coen sempre deveriam se ater) e cujo maior mérito são seus atores e não a história em si. Malkovich e Clooney estão ótimos como os típicos otários que se acham espertos mas são o retrato da idiotice humana. E absurdamente impagáveis são Francis MacDormand e Brad Pitt, OS IDIOTAS e que nem tentam ser mais nada além disso mesmo. Só não ganhou nota maior por que na tentativa de tirar risadas de imagens violentas à la Tarantino, só conseguiram uma estranheza que Scorsese teria ao dar um teor cômico ao fim de Infiltrados…sorry, mas ver uma pessoa tendo seus miolos estourados não é engraçado (apesar da sala interia ter gargalhado).
Quando você viu seu pai pela última vez? nota 7,5- quão belo é o sabor de entrar em um sessão já iniciada, sentar na primeira fileira (como poucas pessoas não percebem que o cinema muda- pra melhor- ao se sentar beeeem lá na frente?) e dar de cara com Mark Darcy himself (sem camisa). Filme até meio clichê sobre a já fadada história de um filho que teve problemas com o pai e agora enfrenta os demônios do relacionamento ao vê-lo morrer. O diferencial ficou nas boas atuações.
Adoração nota 7,5- Tinha tudo pra ser um sublime filme sobre um filho que deseja saber mais sobre os pais que não conheceu direito (e de tabela, instigar se tudo o que se passa na tela é ou não verdade). De lambuja ainda tinha Scott Speedsman - mais conhecido como a única razão de assistir assiduamente Felicity anos atrás. Só que toda a masturbação mental via Internet de todas aquelas pessoas que pouco tinham a ver com a história e cujas opiniões me irritaram e pouco importaram acabaram com a minha paciência e o fim, muito bom por sinal, perdeu sua força.
Lokas nota 7,0- Boa comédia com boas situações e que caiu como uma luva pra um dia em que eu só queria não pensar. Pena que tudo soa forçado e esteriotipado (tanto do lado gay como do hétero) o que é um desfavor considerando o tema.
Choke nota 6,5- Tentei dar nota maior mas é absolutamente impossível pra mim (beijadora oficial dos pés de Chuck Palahniuk) poder gostar desta adaptação. Se nunca tivesse lido o livro, talvez o tivesse digerido mellhor mas não dá pra negar que não somente a direção é ruim, Sam Rockwell não encarna Victor Mancini e Angelica Houston (maravilhosa) foi mal aproveitada como a melhor personagem do livro e todo o terrorismo por ela praticado ao longo da vida que davam credibilidade ao seu diário. Enfim, muita informação perdida, cortada ou mal explicada que me fazem não querer ver mais nenhum livro do Chuck nas telas (e de praxe, continuar longe do livro Clube da Luta que nunca li ou lerei pra não arruinar o filme…)
Um conto de Natal nota 6,5- Na reta final da Mostra a paciência acabou. Longuíssimo. Chatissímo. Dirigido com uma mão tão pesada quanto um bloco de chumbo. As únicas distrações por 3 horas foram os homens franceses (e eu sei que tenho gostos bizarros mas quanto mais eu olho pro Mathieu Amalric, mais o considero feio, baixinho, atarracado e mais me sinto atraída por ele), Catherine Deneuve com idade pra ser minha vó e ainda assim mais bela que 90% das femeas humanas (mesmo de camisola de hospital) e sua filha Chiara que eu ainda não me convenci não ser um clone travestido do pai Mastroianni.
O silêncio de Lorna nota 6,5- Decepção por conta da alta expectativa prévia. O filho (que assisti na Mostra de 2002) me fez gostar muito dos irmãos Dardenne e apesar do talento destes, este filme não chega à lugar nenhum e como todo bom filme francês, não tem um fim per se. Só fez correr atrás do próprio rabo.
Mais tarde você entenderá nota 6,0- Enough was enough. Há um limite pra filmes franceses sem fim e nem Jeanne Moreau me fez aguentar. Bem como outro assunto que vem me aborrecendo e este filme foi a pá de cal: Holocausto. Ok, 6 milhões de pessoas morreram e tudo seria muito melhor se elas tivessem vivido e se multiplicado (minha vida amorosa incluída…) mas pelo amor de Hashem, parem de fazer filmes sobre culpa e dó. Com mais de 5 mil anos de cultura (com coisa boa demais), não deixem que a única coisa a ser associada ao Judaísmo seja desgraça e morte. Eu não assisto mais.
Como Albert viu as montanhas se moverem nota 6,0- Essa mostra serviu pra apurar minha paciência em relação à filmes conceituais. E de 20% meu saco desinflou para 10%. Cada vez que existir reflexão filosófica sobre o sentido de tudo, ever, numa tela de cinema, a única coisa que eu vou refletir é sobre o meu sono…durante o sono.
Um amor de perdição nota 5,0- Deve ser alguma maldição do Manoel de Oliveira (por eu o-d-i-a-r seus filmes) mas eu nunca consigo assistir à um filme português na Mostra que preste. Chato. Demorado. Com atuações péssimas. Podia ter ficado em casa.
Um outro planeta nota 5,0- A intenção de retratar exploração infantil é sempre ótima e de bom grado mas por algum motivo não surgiu o efeito esperado. Talvez o meu coração tenha ficado mais frio (ainda) pra questões sociais mas fato é, morando no Brasil, não tem como achar que o mundo retratado ali seja outro que não esse mesmo, que continua a girar.
24 city nota 4,0- Eh indicação da Folha, viu… sala lotada (aposto que todo mundo caiu na mesma cilada) e eu achando que veria um puta filme chinês. Só vi um monte de depoimentos sobre uma fábrica em algum lugar e nem sei dizer se era documentário ou ficção. Entre cochilos e mais cochilos a melhor opção foi sair antes.
Las meninas nota 1,0- Filme que, nas palavras de Mário, fazem David Lynch ganhar sentido. A nota um vai pra fotografia, maravilhosa. E só não ganhou dois por que a edição de som, também maravilhosa, foi usada para o mal (quem coloca em último volume a captação de sons malígnos como de um talher raspando em um prato de porcelana ou de pessoas mastigando?). Saimos antes do fim.
Numa mostra com gosto de chuchu que cansou antes da repescagem, eis o placar final:
-20 filmes dos quais 4 eram franceses e entendi muito (senão quase tudo) e 4 que me levaram às lágrimas;
-2 aparições de gente fedida;
-2 aparições de gente que devia estar num jogo de várzea na Mooca;
-1 mãe e 1 melhor amigo com pés trincados ou torcidos por andarem comigo;
-2 pessoas famosas - Rodrigo Amarante (Loser Mano!!!) e Caco Ciocler (ele e seu nariz me perseguem, ó céus...)
Sonata de Tóquio nota 9,0- O melhor da Mostra. Retrata os conflitos de uma sociedade tão conservadora como a japonesa que, como todas as outras do mundo, está sofrendo crises e mudanças de ordem e estrutura de uma maneira singela e sutil- bem como são seus personagens. E como toda boa pessoa contida e centrada que ao sofrer constantes abalos vai rolando vagarosamente sua bola de neve interna até que ela desabe ladeira a baixo, a fatídica noite em que tudo sai dos trilhos é linda e passa longe da apelação que faz com que sintamos dó da família retratada e torçamos pra que ao menos todos eles consigam ser felizes, mesmo que da sua maneira. E se essa maneira for positiva, feliz e com um dos garotinhos japoneses mais adoráveis tocando A MELHOR SONATA que um piano pode tocar, melhor ainda.
O homem que ri nota 9,0- Nota que nem cabe tanto ao filme mas pra toda a experiência em si. Filmes mudos com acompanhamento musical ou narração são algo totalmente diferente do que conhecemos como cinema hoje em dia e ver um filme tão bem feito (se considerarmos a época e os recursos) com uma orquestra foi o melhor e mais excepcional da motra. Ps: tenho que aprender a tocar violino…
Hanami- Cerejeira em flor nota 8,5- Sempre vemos pais como seres intrusivos, antiquados e que não se cansam de nos importunar (acredite, com Dona Cida de perna quebrada um mês em casa, essa mostra também serviu pra que eu não cometesse matricídio) mas quase nunca é mostrado como nós, os filhos (muitas vezes da puta) adoramos colocar nossos genitores numa caixinha cheia de clichês e esquecemos que eles foram homens e mulheres cheio de erros e qualidades e vida bem antes de nascermos. Filme lindo de uma esposa que ama seu marido e um marido que ama sua esposa e juntos são uma força contra os filhos, aqueles seres estranhos que sairam deles. Adicione Japão (e suas estranhezas), o Monte Fuji (e sua timidez) e a triste beleza daqueles casais que passam uma vida juntos e morrem quase juntos também. E a realidade de como muitas vezes completos estranhos te entendem melhor do que aqueles que são chamados de sua família.
Encontro às cegas nota 8,5- Só por ter Patricia Clarkson e Stanley Tucci nos papéis (mais que) principais já faz deste um filme especial. Mas a história de um casal que tenta aflorar o amor que está ali em algum lugar escondido desde uma tragédia é tão tocante que o fim (e sua única decisão- radical mas melhor do que a separação e mais uma dor a ser enfrentada) não choca mas comove e pode até ser aceita por pura empatia pela dor dos dois personagens.
Vicky Cristina Barcelona nota 8,5- Uma dica para o senhor Allen. Woody, keep it happy! Alto astral, ótimo humor, tiradas maravilhosas, uma Espanha bela com espanhóis mais belos ainda (Angelina Jolie e Brad Pitt como casal mais bonito? As if, Javier Bardem e Penélope Cruz os desbancam fácil, fácil…). Se Allen largasse de vez por todas Scarlet Johanson e colocasse alguém com mais sal e menos prepotência, o filme seria perfeito.
O casamento de Raquel nota 8,0- Jonathan Demme sabe conduzir bons dramas. What the hell, ele conseguiu transformar um canibal em alguém aceitável, humano e até uma história que implorava por pieguice como Filadélfia em algo assistível. Por isso, o casamento de Raquel tem muito drama mas muitas voltas por cima e nuances que fazem com que ninguém seja totalmente vilão ou mocinho. Até o ato final que se arrasta fazendo com que se pergunte se tudo aquilo é um casamento ou um World Loolapaloosa é perdoado pela linda letra de Unknown Legend recitada como voto de casamento… Ah, e Anne Hathaway que é sempre muito linda e talentosa.
Trato é trato nota 8,0- Ah, o humor britânico que consegue extrair risos de tudo que é tragédia e ri da própria desgraça (mesmo que seja o suicídio). Sem saber, acabei entrando na melhor comédia dramática da Mostra.
Queime depois de ler nota 8,0- Bom filme de comédia (gênero que os irmãos Coen sempre deveriam se ater) e cujo maior mérito são seus atores e não a história em si. Malkovich e Clooney estão ótimos como os típicos otários que se acham espertos mas são o retrato da idiotice humana. E absurdamente impagáveis são Francis MacDormand e Brad Pitt, OS IDIOTAS e que nem tentam ser mais nada além disso mesmo. Só não ganhou nota maior por que na tentativa de tirar risadas de imagens violentas à la Tarantino, só conseguiram uma estranheza que Scorsese teria ao dar um teor cômico ao fim de Infiltrados…sorry, mas ver uma pessoa tendo seus miolos estourados não é engraçado (apesar da sala interia ter gargalhado).
Quando você viu seu pai pela última vez? nota 7,5- quão belo é o sabor de entrar em um sessão já iniciada, sentar na primeira fileira (como poucas pessoas não percebem que o cinema muda- pra melhor- ao se sentar beeeem lá na frente?) e dar de cara com Mark Darcy himself (sem camisa). Filme até meio clichê sobre a já fadada história de um filho que teve problemas com o pai e agora enfrenta os demônios do relacionamento ao vê-lo morrer. O diferencial ficou nas boas atuações.
Adoração nota 7,5- Tinha tudo pra ser um sublime filme sobre um filho que deseja saber mais sobre os pais que não conheceu direito (e de tabela, instigar se tudo o que se passa na tela é ou não verdade). De lambuja ainda tinha Scott Speedsman - mais conhecido como a única razão de assistir assiduamente Felicity anos atrás. Só que toda a masturbação mental via Internet de todas aquelas pessoas que pouco tinham a ver com a história e cujas opiniões me irritaram e pouco importaram acabaram com a minha paciência e o fim, muito bom por sinal, perdeu sua força.
Lokas nota 7,0- Boa comédia com boas situações e que caiu como uma luva pra um dia em que eu só queria não pensar. Pena que tudo soa forçado e esteriotipado (tanto do lado gay como do hétero) o que é um desfavor considerando o tema.
Choke nota 6,5- Tentei dar nota maior mas é absolutamente impossível pra mim (beijadora oficial dos pés de Chuck Palahniuk) poder gostar desta adaptação. Se nunca tivesse lido o livro, talvez o tivesse digerido mellhor mas não dá pra negar que não somente a direção é ruim, Sam Rockwell não encarna Victor Mancini e Angelica Houston (maravilhosa) foi mal aproveitada como a melhor personagem do livro e todo o terrorismo por ela praticado ao longo da vida que davam credibilidade ao seu diário. Enfim, muita informação perdida, cortada ou mal explicada que me fazem não querer ver mais nenhum livro do Chuck nas telas (e de praxe, continuar longe do livro Clube da Luta que nunca li ou lerei pra não arruinar o filme…)
Um conto de Natal nota 6,5- Na reta final da Mostra a paciência acabou. Longuíssimo. Chatissímo. Dirigido com uma mão tão pesada quanto um bloco de chumbo. As únicas distrações por 3 horas foram os homens franceses (e eu sei que tenho gostos bizarros mas quanto mais eu olho pro Mathieu Amalric, mais o considero feio, baixinho, atarracado e mais me sinto atraída por ele), Catherine Deneuve com idade pra ser minha vó e ainda assim mais bela que 90% das femeas humanas (mesmo de camisola de hospital) e sua filha Chiara que eu ainda não me convenci não ser um clone travestido do pai Mastroianni.
O silêncio de Lorna nota 6,5- Decepção por conta da alta expectativa prévia. O filho (que assisti na Mostra de 2002) me fez gostar muito dos irmãos Dardenne e apesar do talento destes, este filme não chega à lugar nenhum e como todo bom filme francês, não tem um fim per se. Só fez correr atrás do próprio rabo.
Mais tarde você entenderá nota 6,0- Enough was enough. Há um limite pra filmes franceses sem fim e nem Jeanne Moreau me fez aguentar. Bem como outro assunto que vem me aborrecendo e este filme foi a pá de cal: Holocausto. Ok, 6 milhões de pessoas morreram e tudo seria muito melhor se elas tivessem vivido e se multiplicado (minha vida amorosa incluída…) mas pelo amor de Hashem, parem de fazer filmes sobre culpa e dó. Com mais de 5 mil anos de cultura (com coisa boa demais), não deixem que a única coisa a ser associada ao Judaísmo seja desgraça e morte. Eu não assisto mais.
Como Albert viu as montanhas se moverem nota 6,0- Essa mostra serviu pra apurar minha paciência em relação à filmes conceituais. E de 20% meu saco desinflou para 10%. Cada vez que existir reflexão filosófica sobre o sentido de tudo, ever, numa tela de cinema, a única coisa que eu vou refletir é sobre o meu sono…durante o sono.
Um amor de perdição nota 5,0- Deve ser alguma maldição do Manoel de Oliveira (por eu o-d-i-a-r seus filmes) mas eu nunca consigo assistir à um filme português na Mostra que preste. Chato. Demorado. Com atuações péssimas. Podia ter ficado em casa.
Um outro planeta nota 5,0- A intenção de retratar exploração infantil é sempre ótima e de bom grado mas por algum motivo não surgiu o efeito esperado. Talvez o meu coração tenha ficado mais frio (ainda) pra questões sociais mas fato é, morando no Brasil, não tem como achar que o mundo retratado ali seja outro que não esse mesmo, que continua a girar.
24 city nota 4,0- Eh indicação da Folha, viu… sala lotada (aposto que todo mundo caiu na mesma cilada) e eu achando que veria um puta filme chinês. Só vi um monte de depoimentos sobre uma fábrica em algum lugar e nem sei dizer se era documentário ou ficção. Entre cochilos e mais cochilos a melhor opção foi sair antes.
Las meninas nota 1,0- Filme que, nas palavras de Mário, fazem David Lynch ganhar sentido. A nota um vai pra fotografia, maravilhosa. E só não ganhou dois por que a edição de som, também maravilhosa, foi usada para o mal (quem coloca em último volume a captação de sons malígnos como de um talher raspando em um prato de porcelana ou de pessoas mastigando?). Saimos antes do fim.

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