Wednesday, September 24, 2008

Um e Dois

Um: Mamma Mia!

Vejamos: Meryl Streep. Meryl Steep cantando. Meryl Streep cantando ABBA.

Colin Firth. Colin Firth sendo coxinha. Colin Firth sendo coxinha e sem camisa.

Adaptação de musical. Adaptação de musical da Broadway. Adaptação de musical da Broadway só com músicas do ABBA (é sempre bom frisar a magnânima e brega banda dos 70’s /80’s / eternity ABBA- já mencionei que meus pais cogitaram me chamar de Agneta como uma das integrantes??? Pense, people, pense…)

Preciso ainda explicar por que Mário e eu cantamos e rimos durante toda a sessão? Não? Ótimo. Por que então eu vou poder dissertar sobre não ir assistir Mamma Mia.
Lembra quando eu comecei o post sobre cegueira comentando que pra um cinéfilo existem sempre razões prévias pra se entrar numa sala de cimema? Então, elas também deveriam existir pro espectador comum.
Nunca em sã consciência eu passaria pelo Pacaembu num domingo e falaria “hum, jogo, deixa eu gastar meu dinheiro num ingresso só pra ver o que rola…” por que 1. Seria o apocalípse 2. Sério, procurem abrigo por que seria mesmo o fim dos dias. EU assistindo jogo num estádio? 3. Por que raios eu me enfiaria num lugar sabendo que ali estão coisas QUE EU PREVIAMENTE sei que não gosto????

Pois bem. Olhe o poster de Mamma Mia!…
Em algum momento parece que Meryl Streep sairá kickin’ asses com uma puta arma futurística? Por um milésimo de segundo você cogitou que carros explodirão, meteoros cairam ou zumbis comeram miolos?? (se bem que se você quiser ver zumbis cantando e dançando num musical, posso recomendar este filme…) Então porque TANTA gente sai em debandada durante musicais como se não tivessem pago (caro) pra ver aquilo?
E também comprova que eu sou uma namorada maravilhosa ao saber que uma colega de trabalho levou o namorado pra assistir o filme em questão. I mean, o meu amigo gay não levou o próprio namorado por saber que nem ele seria homo o suficiente pra apreciar tamanha viadagem!!!
Meninas, liberdade aos namorados. Deixem que estes tomem suas cervejas semanais com os amigos, fiquem o domingo inteiro assitindo o xxv de Jaú jogar e pelo amor de Alá, não os levem pra assistir filmes de meninas e/ou gays! Isso é pedir pra levar chifre (ou chute).


Dois: O nevoeiro

Quase nunca vou ao cinema assistir filmes de terror porque apesar de adorar o gênero, nunca encontro em cartaz um e os melhores continuam sendo os clássicos que só se consegue assistir em dvd.
Só que ultimamente em absolutamente TODO blog ou site de cinema que eu frequento, li sobre o quão bom esse tal de o nevoeiro é. Finalmente fui checar.
Como filme de terror per se, o nevoeiro chega a ser meio tosco, os sustos, baratos e os tais monstros da névoa, nada assustadores (tá, tudo que te dilacera e mata dá medo, mas…). A grande qualidade do filme está na história por trás de tudo e como ela foi colocada em tela.
E talvez por ter assistido Ensaio sobre a cegueira há tão pouco tempo, a filosofia de ambos me apareceu muito próxima sobre o quão frágil é a linha que divide a nossa sociedade do caos completo. Nem é preciso ir tão longe e cegar à todos ou colocar monstros comendo pessoas. Basta desligar a luz. Cortar a água. Ou deixar pessoas enclausuradas por poucos dias. Simples assim.
O medo da morte, do desconhecido ou de mudanças drásticas de regras transforma o ser humano rapidamente e é por esse motivo que O nevoeiro choca.
Muitas e muitas vezes durante o filme eu pensava que antes um rápido suicídio ou sair logo do tal mercado pra ser morta por tentátucos gigantes do que ter que enfrentar os seres vivos dali.
Tem que ter medo do ser humano que nunca enfrenta pressões facilmente e começa a racionar de maneiras loucas. Dizem que se conhece o melhor e o pior do Homem durante uma guerra. Só que esse melhor é ínfimo enquanto o pior é inumerável.
E o desfecho ainda me fez repetir “que merda” por minutos por que não só mostra que se a fé cega loucamente, ser super racional e ESCOLHER, em situações extremadas, pouco importa…quando o caos se instala, Deus ou a razão é tudo a mesma porcaria e como humanos, estamos fadados ao fracasso não importa qual decisão se tome.

Ah e tem o Thomas Jane: Hi, punisher...