Wednesday, August 27, 2008

Stop. Having. Babies.

Aparentemente, dizer às pessoas que você não quer procriar as choca de tamanha maneira tal qual estivessem frente a frente com um criminoso.
Acho eu que toda a inconformidade vem do fato de que eu (e alguns outros espertos) alcancei certa liberdade pra que possa optar por um tipo de vida enquanto a grande e velha maioria ainda se presta a viver na convenção social e é muitas vezes obrigada a seguir o script: nascer, crescer, achar par, procriar, se matar de trabalhar e morrer.
Após a fatídica pergunta “Você não pode tê-los?” vem a afirmação já clichê: “É que você ainda é muito nova, vai ver quando arranjar alguém”… Pois é, estou rumo aos 30 mas ainda jovem demais pra saber o que quero e como toda mulher acéfala, só preciso de um pênis amigo atarrachado em um otário pra que mude todas as minhas estruturas de pensamento e vida. Como não pensei nisso antes!
E pior que todo o prólogo junto são as justificativas seguintes pra que se continue a superpopulação humana na Terra.

Quem vai cuidar de você quando ficar velha? Hum, Eu? Minha previdência privada? Um enfermeiro? E quem me garante que meu(s) filho(s) não morra(m) antes de mim? Shit happens…

Mas você vai ficar sozinha! O quão triste e solitário é ter que FAZER alguém pra ter ao lado? Eu ainda prefiro minha própria companhia a de qualquer outra pessoa. E tem sempre algum gato ou cachorro perdido precisando de casa e comida (e sem gastos absurdos).

E quando ainda sobra paciência, gasto saliva pra demosntrar por A+B que colocar mais um ser vivente, respirante, gastador de recursos naturais e poluidor não é o melhor dos negócios lembrando que:

-A falta de água, comida (os chineses e indianos estão dragando TUDO yall!), espaço e emprego já são realidade hoje…

-A idiotice humana aumenta com a velocidade da luz. Pra que eu quero que um possível filho meu se misturando com crianças boçais (rebentas de pais tão boçais quanto)?

-E finalmente, por que eu desperdiçaria milhares de “dinheiros” com outro ser? Por que eu deixaria de ser eu pra ser “a mãe” de alguém tendo que transferir meus sonhos e conquistas pra que outra pessoa viva isso por mim? Por que eu devo desperdiçar mais da metade da minha existência com outro humano que vai acabar me decepcionando em vários sentidos?

Que os otários dominem o planeta numericamente.
Eles já estão ganhando a batalha mesmo…