Solidão, amor e morte
Os três últimos filmes assistidos parecem ter muito pouco entre si mas, dentro da minha cabeça, se entrelaçaram em temas essenciais.
Medos privados em lugares públicos andava na minha lista há séculos (1) e tem como temática a solidão e a (eterna) busca pelo amor (ou companheirismo ou algo que o valha).
Deixei o cinema pensando somente como quantas pessoas entram em relações falidas e se prestam a conviver com outras somente pelo medo de estarem sós, mesmo sabendo que a máxima “antes só do que mal acompanhado” é tão correta na maioria das vezes.
Ainda pela busca do amor, Sex and the city. Fã louca da série, minha identificação vem menos do sexo, da fabulolisade fashion e da cidade em questão (nessa ordem) e mais da ligação das 4 amigas.
Na série, um dia Mr. Big diz que Miranda, Charlotte e Samanta são os amores da vida de Carrie e os caras que conseguissem uma brecha entre elas eram sortudos por isso. Essa frase poderia ser a sinopse dos 6 anos de tv bem como do filme. É lindo e arrepiante ver a cena em que Charlotte praticamente urra (logo ela, a mais frágil) em direção de Big ao sentir que Carrie realmente estava machucada e que aquilo seria demais pra ela. Por cima de toda a superficialidade de SATC, o resumo da ópera é descobrir que melhor que o homem ou sapato ideal, o essencial está nas amizades (2).
O que nos leva a morte. Lembro que ao assitir Minha vida sem mim, me surpreendi com a habilidade da atriz principal, que, da minha idade, passava uma maturidade absurda à uma personagem jovem, sofrida e de cara com a fatalidade.
Já na direção, Sarah Polley mostra que deve ter nascido com uns 50 anos. Longe dela, no fim das contas, mostra de tudo um pouco (3): a solidão em que vivemos mesmo quando temos tudo, o amor (e que gastamos tempo demais com traições e coisas tão banais quando jovens que acabam sendo menos importantes se comparadas com os fatos que casais mais velhos têm pela frente) e de como a velhice é o fim de tantas coisas bem antes da morte em si.
1. Eu oficialmente assisti à TODOS os filmes estrangeiros em cartaz no HSBC…rock on!
2. Mas sim, ainda compro meu par de Manolos. E encontro meu Mr. Big, digo, Harry Goldenblatt.
3. Cheguei a conclusão de que se todo Homem é uma ilha, eu quero ser a Islândia...
Os três últimos filmes assistidos parecem ter muito pouco entre si mas, dentro da minha cabeça, se entrelaçaram em temas essenciais.
Medos privados em lugares públicos andava na minha lista há séculos (1) e tem como temática a solidão e a (eterna) busca pelo amor (ou companheirismo ou algo que o valha).
Deixei o cinema pensando somente como quantas pessoas entram em relações falidas e se prestam a conviver com outras somente pelo medo de estarem sós, mesmo sabendo que a máxima “antes só do que mal acompanhado” é tão correta na maioria das vezes.
Ainda pela busca do amor, Sex and the city. Fã louca da série, minha identificação vem menos do sexo, da fabulolisade fashion e da cidade em questão (nessa ordem) e mais da ligação das 4 amigas.
Na série, um dia Mr. Big diz que Miranda, Charlotte e Samanta são os amores da vida de Carrie e os caras que conseguissem uma brecha entre elas eram sortudos por isso. Essa frase poderia ser a sinopse dos 6 anos de tv bem como do filme. É lindo e arrepiante ver a cena em que Charlotte praticamente urra (logo ela, a mais frágil) em direção de Big ao sentir que Carrie realmente estava machucada e que aquilo seria demais pra ela. Por cima de toda a superficialidade de SATC, o resumo da ópera é descobrir que melhor que o homem ou sapato ideal, o essencial está nas amizades (2).
O que nos leva a morte. Lembro que ao assitir Minha vida sem mim, me surpreendi com a habilidade da atriz principal, que, da minha idade, passava uma maturidade absurda à uma personagem jovem, sofrida e de cara com a fatalidade.
Já na direção, Sarah Polley mostra que deve ter nascido com uns 50 anos. Longe dela, no fim das contas, mostra de tudo um pouco (3): a solidão em que vivemos mesmo quando temos tudo, o amor (e que gastamos tempo demais com traições e coisas tão banais quando jovens que acabam sendo menos importantes se comparadas com os fatos que casais mais velhos têm pela frente) e de como a velhice é o fim de tantas coisas bem antes da morte em si.
1. Eu oficialmente assisti à TODOS os filmes estrangeiros em cartaz no HSBC…rock on!
2. Mas sim, ainda compro meu par de Manolos. E encontro meu Mr. Big, digo, Harry Goldenblatt.
3. Cheguei a conclusão de que se todo Homem é uma ilha, eu quero ser a Islândia...

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