A praga mais letal
Praga: s.f. Designação genérica dos insetos ou moléstias que atacam as plantas ou animais.
(Dicionário Aurélio)
Eu tenho idéias estranhas. Pois sempre vi o ser humano com olhos diferentes. Me compadeço bem mais por animais irracionais do que por pessoas. Por que nos foi dado consciência e quase nunca a usamos.
Fato é, moradora deste planeta à quase 26 anos, não vejo hecatombes com maus olhos. E reconheco a humanidade como a praga mais devastadora à cruzar a Terra.
Espaçosos, sujos, procriadores ferozes, destruidores natos, matadores frios. E estou me referindo ao tio na padaria. À mina no ponto de ônibus. À você lendo isso. E à mim também.
Me acham louca por querer me mudar pra Islândia e me isolar das pessoas. Me consideram sem coração por não querer gerar mais um (ou dois ou três) ser respirante e sou estranha por não morrer de amores pelo próximo. Tudo que maximiza a grande verdade do Homem não ser grande coisa. E eu ver isso claramente.
Dito isso, foi ótimo ver O fim dos tempos.
Eu acho que a ladainha de Shyamalan ser gênio, gaiato ou salvação de Hoillywood desde Spielberg não vem ao caso e depois de O sexto sentido, ele nunca mais vai fazer sucesso. E Deus o abençoe por isso e por assim fazer os filmes que quiser. De preferência tão misantropos quanto este.
A verdade é que a sensação que tenho ao olhar (sorry a franqueza) com nojo e desdém ao meu redor nas ruas e por todos os cantos superpovoados deve ter sido a mesma de Shyamalan numa rua qualquer (e cheia) da Philadelphia e pensar que tem gente demais nessa merda de planeta e contra todas as desculpas que damos pra todos os problemas ao nosso redor (e que aparecem logo no começo do filme), nós somos a causa, praga, vírus e doença daqui e aniquilar esse câncer não é tão mal assim.
Por isso, sem heróis, e.t.s e espíritos, o novo filme de Shyalaman mostra pura e simplesmente uma fabula do planeta tentando se livrar da virose que lhe derruba há séculos. Fácil assim.
A diferença é que no filme tudo ocorre em 1 dia. Já nossa tortura se dará mais calmamente (ou você aí cutucando o nariz acha que os tsunamis, terremotos e verões são pura coincidência??) e claro, mais irônico é o fim… praga BURRA que somos, continuamos crescedo e nos multiplicando sem que nada mude.
Que venha o próximo cometa, por que Shyamalan não conseguiu matar a praga.
Praga: s.f. Designação genérica dos insetos ou moléstias que atacam as plantas ou animais.
(Dicionário Aurélio)
Eu tenho idéias estranhas. Pois sempre vi o ser humano com olhos diferentes. Me compadeço bem mais por animais irracionais do que por pessoas. Por que nos foi dado consciência e quase nunca a usamos.
Fato é, moradora deste planeta à quase 26 anos, não vejo hecatombes com maus olhos. E reconheco a humanidade como a praga mais devastadora à cruzar a Terra.
Espaçosos, sujos, procriadores ferozes, destruidores natos, matadores frios. E estou me referindo ao tio na padaria. À mina no ponto de ônibus. À você lendo isso. E à mim também.
Me acham louca por querer me mudar pra Islândia e me isolar das pessoas. Me consideram sem coração por não querer gerar mais um (ou dois ou três) ser respirante e sou estranha por não morrer de amores pelo próximo. Tudo que maximiza a grande verdade do Homem não ser grande coisa. E eu ver isso claramente.
Dito isso, foi ótimo ver O fim dos tempos.
Eu acho que a ladainha de Shyamalan ser gênio, gaiato ou salvação de Hoillywood desde Spielberg não vem ao caso e depois de O sexto sentido, ele nunca mais vai fazer sucesso. E Deus o abençoe por isso e por assim fazer os filmes que quiser. De preferência tão misantropos quanto este.
A verdade é que a sensação que tenho ao olhar (sorry a franqueza) com nojo e desdém ao meu redor nas ruas e por todos os cantos superpovoados deve ter sido a mesma de Shyamalan numa rua qualquer (e cheia) da Philadelphia e pensar que tem gente demais nessa merda de planeta e contra todas as desculpas que damos pra todos os problemas ao nosso redor (e que aparecem logo no começo do filme), nós somos a causa, praga, vírus e doença daqui e aniquilar esse câncer não é tão mal assim.
Por isso, sem heróis, e.t.s e espíritos, o novo filme de Shyalaman mostra pura e simplesmente uma fabula do planeta tentando se livrar da virose que lhe derruba há séculos. Fácil assim.
A diferença é que no filme tudo ocorre em 1 dia. Já nossa tortura se dará mais calmamente (ou você aí cutucando o nariz acha que os tsunamis, terremotos e verões são pura coincidência??) e claro, mais irônico é o fim… praga BURRA que somos, continuamos crescedo e nos multiplicando sem que nada mude.
Que venha o próximo cometa, por que Shyamalan não conseguiu matar a praga.

<< Home