Wednesday, February 06, 2008

Ganha um saco de confete quem adivinhar
o que fiz no Carnaval…


Quando talentos se anulam

Imagine uma história de terror já mundialmente famosa e sinônimo de sucesso.
Imagine um diretor também mundialmente conhecido por sua estética que há anos bem sendo ligada à história acima citada.
Imagine o ator mais famoso e festejado do mundo que é conhecido por sua parceria infalível com o diretor acima.
Imagine uma atriz que parece ter sido esculpida pra ser a protagonista freak dessa mesma história.
Imagine coadjuvantes perfeitamente escolhidos.
Imagine uma direção de arte impecável. Fotografia perfeita. Trilha que se encaixa como uma luva. Humor e tragédia fundidos no roteiro nos momentos ideais.
Imagine TUDO ISSO realmente acontecendo em celulóide e você terá Sweeney Todd.
E depois de assistí-lo, assim como eu, você se perguntará “que raios saiu errado, se tudo parece tão certo?”
Sim, Johnny Depp está bom, apesar de forçado demais e ser o mais fraco de todo o elenco. (E convenhamos, estou assistindo Ed Wood enquanto escrevo, ele consegue ser fantástico without trying…)
Sim, Bonham Carter é A víbora disfarçada e dissimulada e deveria ter ganho uma indicação bem mais do que Depp. Manipuladora e calculista, o filme é tão mais interessante quando ela está presente.
Sim, Sacha Baron Cohen também merecia uma indicação. O cara aparece minutos mas rouba todo o filme (até estando só com a mão em cena) e mostra que graças a Deus ele encontrou mídias audiovisuais pra estrapolar as 400 pessoas que devem morar naquele corpo (que ps: escalava e comia assado com batata…doce) e mente esquizofrênica.
E sim, todo o resto, como já disse, se encaixa mas por razões que eu infelizmente não saberia dizer, se anulam de tal maneira e fazem com que Sweeney Todd fracasse miseravelmente.




A boa vontade

Deprimida. De tpm. Entediada. Meio estressada. Lá fui eu assistir Onde os fracos não tem vez. E fui honestamente querendo ver um PUTA filme pra que ao menos, quando este ganhar uma avalanche de oscars dia 24 próximo (and let's face it, it probably will), eu poderia ao menos me conformar com o meu favorito ter perdido pra algo tão bom quanto. E se os Coen já fizeram coisas hediondas (e que podem ser chamadas de “o amor custa caro”) é fato que os dois sabem fazer bons thrillers quando querem.
No quesito “assusta até pela sombra” está da zexy hot tamale Javier Bardem. Sim, psicótico até o caroço e pouquito caricato, ainda assim é possível que eu nunca mais encare uma fechadura da mesma maneira graças à ele.
Ele e Josh Brolin carregam (beeem e bastante) o filme todo e te fazem ficar num sentimento ambíguo querendo ver Bardem continuar estourando tudo (e à todos) mas torce pra que Brolin se safe (e até isso nos é tirado, de certa maneira).
E se Fargo e Gosto de Sangue (o meu ainda favorito deles, de longe) mostram muito sangue mas às vezes pecam pela indulgência e bizarrice, então OFNTV pode ser considerado uma belo filme dos Coen.
Toda a carnificina e as mortes (que lembraram pacas Os Infiltrados) se fizeram eficientes mas infelizmente os Coen não conseguiram deixar de ser Coens e erraram feio com o fim e toda a interseção de Tommy Lee Jones. O filme seria ótimo como o banho de sangue cru e dissimulado que se propos a ser caso eles não quisessem ser profundos e reflexivos como foram.
Só me resta a pena de ver Sangue Negro perder pra esse filme…


Tenha medo , muito medo…(não só do cabelo)