Sunday, May 06, 2007


Going out is overrated


Ontem, numa péssima balada dentre muitas péssimas baladas da minha very boring vida, eu tive epifânia atrás de epifânia atrás de epifânia.
Toda vez que eu tento ser o que os outros esperam que eu seja, vira uma merda. Por que eu não consigo fingir que sou aquela que ama sair sábado à noite (e o fato de ter desejado estar em casa 924 vezes foi prova cabal do fato).
Por que eu não sei começar conversas, dar tiradas engraçadas e me tornar uma pessoa interessante de ser ter por perto nas sua noitada.
Por que eu troco, any day, a experiência do ciclo se-trocar-alisar o cabelo-sair pra qualquer tipo de balada por uma boa sessão de cinema -sozinha- ou ficar em casa ouvindo música. Por que eu gosto de coisas que ninguém curte (ou se curte, sempre tiveram a atitude blasé- muito bom pra você e nunca me aceitaram no clubinho) e acho extremamente sacal sentar numa mesa de bar pra ficar fazendo piadinha, discutir problemas amorosos ou sair pra lugares barulhentos e tentar descolar penises achando que existe a obrigação mundial de se divertir. Sempre.
Porque eu amo o silêncio e o adoto quando pessoas que não conheço estão por perto.
Por que mesmo os meus so-called friends mudam quando estão com seus so-called friends pra seres que eu não reconheço e isso me torna chata pra dedéu.
Por que o meu ciclo de amizades se estreita cada vez mais (por seleto número um).
E apesar de isso não incomodar, incomoda, quando na percepçao de terceiros, se torna ridículo, por que eu deveria estar infeliz com o fato de eu não sair nunca de balada, beijar nunca ninguém na boca e ter diversão zero Segundo o gospel do jovem de 18-30 anos no mundo mas, ainda assim, não pareço infeliz.

Confuso sim, mas resumindo:
Sair é uma besteira sem tamanho. O gasto de dinheiro, o cheiro de cigarro, o que se fala, o que se escuta , não pagam uma noite de sono.
Beijar/trepar é tão besteira quanto. Todo mundo fala demais sobre o quanto trepa, trepou e deveria estar trepando right now, é no fim é só, well, sexo.
Quanto mais eu convivo com os seres humanos, na sua silly ilusão do que é certo e errado e divertido e chato, mais eu quero uma casa cheia de gatos. De preferência isolada. Há algumas milhas de distância de Reykjavik.
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