Sunday, April 01, 2007

UM LOOOOONGO POST SOBRE ESSAS ARTES DE VER E ESCUTAR


Num cinema bem perto de você…

300, como o ápice do belo sobrepondo conteúdo. Cada vez mais o Photoshop faz com que as pessoas (as famosas, you know) relembrem os deuses gregos, perfeitos e retocados nas brilhosas páginas das revistas e superiores à nós, pobres mortais. E no cinema, fazendo saltar aos olhos, toda uma fotografia que película alguma conseguiria reproduzir sozinha, mostrando como nunca um mundo irreal com irreais efeitos especiais. Ainda assim, na dúvida, assista Sin City , adaptação beeeem melhor de um graphic novel beeeem mais interessante de Frank Miller.

PS1: Quão patética a carreira estrangeira de Rodrigo Santoro pode ser? Já dizia Fernanda Montenegro: “Antes atriz de respeito do Brasil que dona de bordel latina nos States…”
PS2: Que cinema é pit stop pra casal que quer, well, ficar um pouco mais à vontade no escuro, todo mundo sabe, mas foi um choque ver que pra presenciar uns 20 casais em preliminaries - e ao menos um, que se meus olhos com óculos não me enganaram, estavam no ato em si- é só esperar os créditos finais rolarem até o fim…niiiice.


Já em cinema algum de lugar nenhum…

Consegui assistir CHILDREN OF MEN. Filme que num piscar de olhos - quase que literalmente- estreou e desapareceu do circuito basileiro ano passado. E num mundo em que 300 e Norbits são divulgados como se fossem tão essenciais quanto água, caiu no esquecimento. Numa 2027 que assustadoramente se assemelha a atual 07, o ser humano encara a extinção, as guerras são somente mais visíveis e esperança só existe para os que tentam acreditar na utopia da pacividade humana. Filme de duas horas que resume toda sua mensagem nos poucos minutos em que a paz se estabelece, tiros não são disparados e silêncio se dá quando a mãe e seu bebê passam por aqueles que se escondem no prédio bombardeado. Fio de esperança que se rompe logo depois em mais confronto. A utopia da vida de todo ser humano que tem a morte correndo na veia.

PS: Tapa na cara com luva de pelica é entrar pra história do cinema com um cena que tem só câmera trêmula na mão.



Num mundo cão, que só tende a piorar, os sonhadores pouco tem a fazer além de se refugiar no mundo que criam dentro de suas mentes criativas. Cria de um filme tão Daliniano quanto Brilho Eterno de uma mente sem lembranças, SCIENCE OF SLEEP, do mesmo diretor, é tão singelo, onírico e ingênuo que, bem como as pessoas que sonham demais, não está preparado pra esse mundo. Eu que sempre me achei meio louca por sonhar demais, quase sempre acordada, no meio da rua, no trabalho e em todo lugar e momento, tive identificação imediata com Stephan. O mundo é duro, sujo, feio e frio, quase sempre. Amores desencadeiam mais sofrimento que felicidade e encarar a realidade dói por demais só sobrando a deliciosa alternativa de sonhar com tudo mais colorido, lindo e melhor. E é isso que Stephan faz. E é isso que todo mundo devia fazer.

PS: Gael Bernal, why so hot, bb?


Na telinha da sua televisão…

Sabe quando Lost era coisa booooa, que fazia nerd entrar em forum só pra destrinchar enigmas e nego descolado discutir que porra era o hatch e o que tinha dentro dele (e que poderia ainda ser boa caso os criadores soubessem as respostas que criaram e não estivessem mais perdidos que cego em tiroteio)?????? Então, o nome da série que ganha em cooleness e que você não pode e nem deve perder é HEROES. Não se iluda (como eu fiz) achando que a premissa “pessoas normais que se descobrem com poderes como regeneraçao, voar ou ler mentes” se parece com aqueles filmes muito bons da tchurma do Magneto e Xavier. A história é mais complexa, os personagens, do caralho e até Stan Lee já deu seu aval pessoalmente sobre a delícia que é cada episódio. Universal Channel, toda sexta.

PS: Só quando Lost mostrar algo tão cool quanto uma cheerleader acordando no meio da própria autópsia é que eu volto a assistir a série.


Singing like there’s no tomorrow…

É o que a banda Arcade Fire faz no novo cd. Num som kinda new age (yes, new age…) mas com letras ferozes, Neon Bible dói na alma. Todo mundo sabe que a humanidade beira a calamidade e o outono de sua existência (se é que não acabe ao apertar de botões certos pelos otários errados), mas continua no barco da negação e é marcante quando se escuta pela banda coisas tão verdadeiras e sinceras demais- sobre o mundo e sobre como levamos a vida como se ela não fosse única. Pra quem não tem medo de escutar verdades…


Fingertippin’ back…

Eu, que poso de intectual, adoro escutar e ver coisas exdrúxulas e desconhecidas (por que assim fui feita) e nem sei o que se passa no horário nobre de tv aberta ou o que toca nas fm’s da vida, tive uma óóóótima semana só por que a minha “guilty pleasure band” lançou single novo. Pois lá nos States eu fui picada pelo hit “this love” e virei fã de carteirinha do Maroon 5, do tipo que sabe TODAS as letras do primeiro cd, tem apelido pro vocalista e , bom já escutou mil vezes a música nova antes mesmo de chegar na rádio. Sem culpa real e pop as fuck…e ahhhh se todos os pops fossem iguais à vocês…


Já a minha banda favorita oficial…

Vai mesmo lançar cd any time now e eu não poderia me importar menos. Numa aritmética básica: 1 james iha + 1 d’arcy + 1 jimmy chamberlain + 1 billy corgan = Smashing Pumpkins. Qualquer outro fator (ou ausência de) formam qualquer outra coisa que não a banda da minha vida, so… sorry Mr. Corgan , eu não engulo isso tanto quanto a volta dos Pixies. Bye!


PS FINAL: EU DISSE QUE O POST ERA LONGO