Saturday, December 30, 2006


Chovendo no molhado e derretendo o gelo

Num mundo em que tudo está tão tipicamente comum e cliché (até nas suas extraordinariedades (sic?)) , os anos acabam e começam iguais até o dia que não começarem mais.

- Catástofes comuns aconteceram;
- Umas bombas foram atiradas. Outras ameaçadas. Muita gente morreu, mas o mundo parece nao acabar até o fechamento desse ano;
- Um monte de gente nasceu. Provavelmente bem mais do que morreu, provando que humanos se assemelham aos coelhos e às mulas;
- Todo mundo esteve no myspace, no orkut, nos 347 messengers disponíveis, e baixando porno na net (e coisas nem tão interessantes no youtube). Hábito que continuará em prática no ano que vai nascer;
- No ano da conscientização ecológica, cada vez que você liga o carro, inunda um pouco mais o planeta. Daqui meio século vai estar tudo muito derretido, quente e fudido. E daqui meia hora , essa informação volta pra gaveta denial do cérebro pra vida continuar como é e até onde der;
- Todos continuam falsamente interessados em assuntos ordinários, ignorando fatos importantes e só prestando atenção no que realmente importa: O próprio umbigo;
- Gente boa e talentosa nas artes morreram aos tubos dando lugar às mocinhas e suas xotinhas à mostra. Nenhuma música passa à mente como relevante , poucos filmes e livos vêm à memória;
- Pra cada Saddam que encontra a forca e cada Pinochet que vai a cova, mil Lulas permanecem, sem saber de nada, sem fazer nada.
- 2006 podia ser 2005, 04, ou 01. O novo milênio é banal, sacal e burro. Igual a todos os que habitam o pobre e decadente planeta Terra. Que venha 2007, no ctrl+c/ctrl+v dos anteriores.