The most desperate housetransex
Depois de alguns milênios sem por os pés no circuito da Paulista, ontem finalmente assisti Transamerica.
Antes de tudo, devo falar sobre o que o filme poderia ter sido. Um filme-clichê, que por se tratar de um assunto peculiar, ficaria estereotipado desde o primeiro minuto como o filme do transexual (ou , para os mal-informados, do traveco) que quer “cortar o mau pela raiz”. Ficaria fadado a um público específico e com uma atriz (muito) pouco conhecida facilmente cairia no esquecimento.E pelo filme ser TOTALMENTE de sua intérprete, ser raso ou supérfluo caso a interpretação da mesma assim o fosse.
E por isso, Transamerica é magnífico. Por que Felicity Huffman é uma atriz idem. De tão boa, dá vontade de simplesmente não falar dela e deixar que o mundo continue com suas LinLohans da vida, mas isso nem é necessário, já que Felicity trabalha sob o radar e só quem procura e presta atenção a nota (vide, desperate housewives, onde é a única a adicionar qualidade no show).
Ela é sutil, dá toda humanidade e profundidade possíveis (e necessárias) a personagem e até em cenas que gritam melodrama, contorna a situação e comove, mas sugar-free.
Isso transforma todo o filme. De um road-gay-meet-lost-parents- film, Transamerica resulta num todo muito diferente, de humor off-beat e esquisitão (como sua protagonista) sem deixar de ser leve e novo.
De tudo, só dá tristeza mesmo de lembrar que no fim, Reese Witherspoon, penis-free, voz doce e feminina e muitos filtros e lentes além de Felicity (e muito aquém em capacidade) ganhou o famigerado homenzinho dourado.
Depois de alguns milênios sem por os pés no circuito da Paulista, ontem finalmente assisti Transamerica.
Antes de tudo, devo falar sobre o que o filme poderia ter sido. Um filme-clichê, que por se tratar de um assunto peculiar, ficaria estereotipado desde o primeiro minuto como o filme do transexual (ou , para os mal-informados, do traveco) que quer “cortar o mau pela raiz”. Ficaria fadado a um público específico e com uma atriz (muito) pouco conhecida facilmente cairia no esquecimento.E pelo filme ser TOTALMENTE de sua intérprete, ser raso ou supérfluo caso a interpretação da mesma assim o fosse.
E por isso, Transamerica é magnífico. Por que Felicity Huffman é uma atriz idem. De tão boa, dá vontade de simplesmente não falar dela e deixar que o mundo continue com suas LinLohans da vida, mas isso nem é necessário, já que Felicity trabalha sob o radar e só quem procura e presta atenção a nota (vide, desperate housewives, onde é a única a adicionar qualidade no show).
Ela é sutil, dá toda humanidade e profundidade possíveis (e necessárias) a personagem e até em cenas que gritam melodrama, contorna a situação e comove, mas sugar-free.
Isso transforma todo o filme. De um road-gay-meet-lost-parents- film, Transamerica resulta num todo muito diferente, de humor off-beat e esquisitão (como sua protagonista) sem deixar de ser leve e novo.
De tudo, só dá tristeza mesmo de lembrar que no fim, Reese Witherspoon, penis-free, voz doce e feminina e muitos filtros e lentes além de Felicity (e muito aquém em capacidade) ganhou o famigerado homenzinho dourado.
Manda mais uma injustiçada pra lista, aê!

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