Saturday, January 14, 2012


Um povo sério

Daniel, uma das pessoas que mais gostei de conhecer na França e alguém vivido que até receber condecoração da mão do Charles de Gaulle recebeu, disse uma vez que "brasileiro não é um povo sério". Grande homem. Grande verdade.

Prazos. Promessas. Dívidas. Compromissos. Horários. Responsabilidades. PRA QUÊ?????

Como não tô no clima pra post homérico, vou resumir meu descontentamento com essa ralé.

Dar aula particular pra brasileiro é tão seguro quanto brincar de roleta russa com o tambor meio cheio. Isso porque, mesmo com pré-contrato, recibo, acordo e afins, cara vai querer passar a perna em você. Por isso evito ao máximo tal prática arriscada. 

Mas eis que cai na bobagem de aceitar dar aulas de francês. Ganharia bem (afinal, é uma língua fora da dobradinha English-Español) apesar do rolé até Guarulhos madrugando pra chegar lá. Aceitei. Depois de dois meses de aula, povo nem se digna a comprar o livro sugerido. Homens barbados, casados, os tais pais de família (bela merda ao meu ver, mas...)  E, numa sala com quatro, REEMBOLSADOS pela companhia francesa, combinaram que mesmo perdendo aula, pagariam a parte deles na hora-aula. Combiranaram... Palavra bonita. Mas muito (mal) usada por aqui.

Começam a faltar. Não responderam mais email. Receberam o reembolso da empresa que eu sei. Não deram mais satisfação ALGUMA. E eu aqui... Meses depois e um puta calote.

Enche. Muito.
E depois a preconceituosa por não gostar desse lixo de povo sou eu...

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